O desenho do corpo o corpo que desenha
O investimento implica percorrer por caminhos diferenciados, seja abrindo espaço para o movimento e adoção de novas posturas, promovendo a gestualidade tão cara à arte contemporânea; seja pela exigência interativa, que o processo se dê de forma colaborativa, promovendo experiências de socialização e, ainda, que a vivência artística estabeleça conexões com os processos cotidianos dos envolvidos. Seguimos as orientações de Iavelberg (2008) projetando um conjunto de ações que promovem o aprendizado do “desenho cultivado”, expressão cunhada pela pesquisadora, que concebe o desenho como conhecimento, como
Figura 3. O desenho do corpo, o corpo que desenha. Fonte: própria.
233 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756, e-ISSN 2182-9829. Vol. 1 (2): 228-236.
propagados pelas mídias. O enfrentamento consiste em ajustar as propostas para contemplar interesses e questionamentos de uma turma formada por alunos com idades variadas. A disparidade de repertórios e ritmos demanda maior atenção e flexibilidade nas ações. O trabalho encontra-se em andamento. Contudo, as experiências já efetivadas permitem tecer considerações acerca da postura corporal adotada pelo grupo durante o ato de desenhar e a percepção do próprio corpo, conforme comparece nos trabalhos desenvolvidos.