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MATÉRIA-PRIMA 2

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Rita, Dora-Iva (2013) “Retrato e Autorretrato em Sala de Aula - Construção da Consciência de Si e do Outro.”

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2. Figuras-Retrato Unidade de trabalho para realizar em 5 aulas de 270 min. 11º ano do Ensino Secundário. Ano letivo de 2003-2004 Disciplina de Oficinas de Expressão Plástica (Curso Tecnológico de Arte) Nível etário entre os 16 e os 19 anos.

2.1 Figuras-Retrato: uma aula de 180 min.

Verificando-se a necessidade de figuras à escala 1:1 para o desenvolvimento de trabalhos anteriormente iniciados, o professor propôs que as mesmas se realizassem na sala de aula através de um processo técnico pouco elaborado, eficaz e económico. Trata-se de uma técnica de molde direto através de fita adesiva e papel. Como primeiro nível da abordagem o professor iniciou os alunos na técnica tirando os moldes diretos das duas mãos de um deles, chamando a atenção para os “pequenos segredos” que envolvem a situação, como as questões que se prendem com a colocação do papel e da fita adesiva, as prisões formais e os respetivos cortes, a segurança nesses cortes de maneira a evitar ferimentos ou corte da roupa, as bainhas de colagem, etc. De acordo com o objetivo da utilização dessas figuras, os alunos desenvolveram esboços das posições, gestos e expressões das figuras. Este trabalho teve o colega, o outro, como modelo. Nesses esboços os alunos referenciaram os cortes que deveriam fazer nos moldes de acordo com as prisões que as formas revelavam. Olhando estruturada e analiticamente o corpo do outro, este primeiro contacto com já é um nível de abordagem secundário. Para muitos alunos foi a primeira vez que assumiram um tal olhar, e se ao princípio se percebeu algum nervosismo e incómodo, numa abordagem mais profunda — que consideramos atingir já um terceiro nível de profundidade percetiva — rapidamente esse olhar se concentrou apenas na tomada de consciência da imagem e atitude do outro concentrando-se em si mesmo. O processo de representação do outro é um processo que promove com facilidade a tomada de consciência do que é a concentração, por apenas poder ocorrer se nos permitirmos “cortar” a corrente comunicativa superficial com o outro, com o observado, trazendo-o para um plano da análise e diálogo interior, como ‘coisa observada’ que trazida para dentro se torna ‘coisa metal’, parte integrante do nosso ser para aí ser ‘dissecada’ — compreendida e assimilada. 2.2 Figuras-Retrato: três aulas de 180 min.

Os alunos estudaram ainda as estruturas que deveriam colocar dentro dos moldes de maneira a que estes adquirissem e se equilibrassem nas posturas desejadas e de como deveriam proceder no enchimento dos mesmos, engendrando


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