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MATÉRIA-PRIMA 1

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73 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 72-79.

elementos básicos para a construção do currículo escolar. Assim sendo, a interrelação entre aprendizagem para a docência, e as ações compartilhadas com o profissional em atuação, entende-se, que a formação continuada deve ser sempre parte integrante do exercício profissional de professor. Essa perspectiva leva a afirmar a necessidade de transformar o modo como se dão os processos formativos de formação inicial e formação continuada para criar novas narrativas de formação e autoformação que promova o desenvolvimento profissional integrando as diferentes instituições. Nesta direção é que nos propomos nesse projeto diante do desafio da graduação plena em Artes Visuais, porque ao analisar a formação inicial é preciso levar em conta as demandas de atuação do professor tanto em relação a função social depositada à escola, quanto em relação a necessidade emergente de aprender a ensinar e aprender a pesquisar na escola e universidade. Neste sentido pretende-se uma iniciação para a docência como práxis, desenvolvendo o saber cientifico especializado em sua reflexão teórico/prático. Isto supera a visão de que o futuro professor tem a incumbência de integrar e transpor tudo o que aprender na esfera do “saber” para a esfera do “saber-fazer”, negando-lhe a possibilidade de experiência a reflexão coletiva e colaborativa orientada sobre a totalidade complexa de pratica educativa escolar em suas múltiplas dimensões. Para superar a visão tradicional ainda presente na escola e o Curso de Licenciatura em Artes Visuais na universidade, o processo de formação inicial para a docência, requer a organização curricular escolar e institucional capaz de estabelecer uma ligação visceral entre a escola de formação e o sistema de ensino escolar, como um campo de atuação comum compartilhado e colaborativo. Neste sentido a iniciação a docência possibilitara a representação da tarefa educativa em construção durante a formação inicial superando o choque com a realidade complexa da pratica: a vida cotidiana do ensinar e aprender Artes Visuais na escola e da sala de aula na qual o futuro professor terá que tomar decisões, este sem ter parâmetros de atuação por não vivenciar processos formativos no campo de atuação profissional para constituir-se em seu desenvolvimento profissional, é um desafio que vivenciamos. Esse processo de implementação de Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência- PIBID, como processo de aprendizagem para a docência no espaço da atividade profissional futura, ganhará consciência desse momento e atuará como “aprendiz crítico” se os professores (supervisores) e os formadores com repertorio e já experiente, souberem ter uma escuta atenta do futuro professor com seu processo de crescimento formativo e forem permeáveis aos questionamentos e críticas que o acadêmico em formação docente possa vir fazer.


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