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MATÉRIA-PRIMA 1

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69 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 63-71.

anos de idade de uma escola de Educação Infantil localizada na zona urbana de Porto Alegre, RS, em especial, recai sobre a perspectiva de analisar as potencialidades de encontros entre crianças e arte contemporânea, através do acompanhamento do adulto em suas conversas, percepções e criações, ressignificando sua relação com a arte e a vida (Figura 2). Uma de nossas pesquisas parte da análise de relatos, em formatos diversos, de professores (da educação infantil ao ensino superior) e mediadores atuantes nas últimas quatro edições das Bienais do Mercosul (mostra realizada em Porto Alegre e que em 2013, está na sua nona edição), que tenham participado das Vivências nas Escolas, programa realizado no âmbito de seu Curso de Formação de Mediadores e que se concretiza a partir do planejamento e da execução conjunta entre mediadores e professores, considerando o contexto das escolas e as características das turmas envolvidas. O objeto de análise, neste caso, não é exatamente a ação em si, mas seus vestígios — tudo aquilo que se narra, escreve, compartilha sobre a experiência, e a partir destas reflexões, observar se há espaço para o processo (e não apenas para resultados) e para contaminações estéticas entre diferentes formações e metodologias no trabalho destes professores. Outra de nossas pesquisas investe no encontro com um grupo de artistas e professoras para conversar sobre a potência da arte contemporânea na escola, não como conteúdo, mas como campo expandido (Krauss, 2008). Trabalha-se com a ideia de resistir ao que se encontra fixo e imóvel, indagar e duvidar do que está dado na educação e na arte, a partir da experiência desses sujeitos em uma determinada escola da rede privada de Porto Alegre. Da conversa e do encontro para refletir sobre o que se faz e os transbordamentos dessas práticas para todos os sujeitos envolvidos, abre-se para a possibilidade de expansão do campo de atuação da pedagogia e da arte, tendo no pedagógico uma força potente (Figura 3). A pesquisa Entre a docência e o fazer artístico: formação e atuação coletiva de professoras artistas (Born, 2012), que conversa com as já citadas, propôs investigar a formação e a atuação de professoras artistas que compõem o Ponto de Fuga — Coletivo em Arte, a fim de discutir a respeito das possíveis relações entre docência em arte na Educação Básica e fazer artístico. Um dos principais pontos da investigação foi a discussão sobre os modos de ser artista, que são tensionados entre a genialidade artística e a atuação de coletivos de artistas como descentralização da criação, buscando discutir a formação e a atuação do coletivo do qual fazem parte as professoras artistas. A partir desta trama, investiga-se os fazeres artísticos e pedagógicos das componentes do coletivo, bem como os possíveis encontros e tensões entre as duas atividades, colaborando para a construção de uma noção de artista mais próxima do contexto escolar.


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