... me propongo realizar y liderar… un espacio como lugar de encuentro INTER-acción en el que te invitamos a participar. Este espacio de encuentro será virtual y permitirá poner en conexión trabajos de investigación aplicada que se están llevando a cabo en diferentes universidades de nuestra geografía (Agra-Pardiñas, 2010).
Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 46-55.
Nas ciências sociais grande parte da investigação é empírica, baseada em fenómenos reais, feita com experiências no terreno. Na investigação em Ciências da educação os investigadores costumam fazer estudos em contextos educativos com a colaboração ou a participação de professores, educadores e alunos. Muitas vezes os professores, educadores e investigadores se sentem sozinhos, ou em guetos. É raro saírem dos seus círculos, e trabalharem em conjunto. Às vezes existem trabalhos de investigação onde participantes são convidados a colaborar, mas não passa de uma participação reduzida, pontual que termina logo após a conclusão da investigação sem haver desenvolvimento de futuras investigações conjuntas. O que ganham os investigadores e os participantes dessa investigação? Qual o impacto desse tipo de estudos? Tendo em conta estas preocupações existem vários autores, investigadores educadores e professores que se situam não só como dinamizadores e ou participantes mas também como elementos de uma comunidade de pratica, onde todos são importantes para gerar conhecimento. Iniciarei este texto por esse conceito porque me parece que é uma possibilidade ética e responsável no campo da investigação em geral e em particular na investigação em educação e educação artística, os campos onde tenho trabalhado. Atualmente, existe um grave problema relacionado com o tipo de partilha que se faz da investigação no mundo da prática. Quando existe disseminação passa por publicações periódicas, de teor académico, pouco acessíveis aos educadores, ou por comunicações em jornadas, seminários e congressos, numa base de comunicação passiva, sem grande margens para diálogo e interação. Acredito que esse tipo de divulgação seja muito importante, mas será o suficiente? Será que não poderíamos dar mais visibilidade ao que estamos a estudar, a experimentar? Será que não poderíamos envolver mais gente e obter opiniões diversificadas sobre o nosso trabalho? Será que utilizando os recursos das tecnologias de comunicação não poderíamos habitar redes abertas em vez de grupos cerrados? Maria Jesus Agra Pardinãs, investigadora da Universidade de Santiago de Compostela acredita que sim. Maria Jesus Agra Pardinãs, ciente das dificuldades que existem em disseminar investigação e prática em arte educação, no ano de 2010, criou Inter-Acción na plataforma virtual Mydocumenta.com. A plataforma pretendia chamar metodologias inovadoras integrando teoria na prática através de processos e não de produtos.
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Comunidades de Prática