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MATÉRIA-PRIMA 1

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31 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 24-36.

definição de um objeto de aprendizagem que pudesse vir a dar sentido também a uma rede de professores, que até então eram cegos e surdos ao fazer do outro, ao imediatamente próximo, porém geograficamente distante. Esta etapa do trabalho foi definida a partir de uma reflexão sobre a curadoria educativa em sala de aula no sentido de se perceber a finalidade da eleição de pranchas de imagem para o trabalho em sala de aula, enfatizando o compromisso com a construção do conhecimento em Artes Visuais e visando também à autonomia na construção do conhecimento dos alunos, de forma a possibilitar a apropriação dos meios de construir o conhecimento. As pranchas escolhidas deveriam constituir um conjunto autônomo, que possuisse articulações claras e uma proposta de trabalho definida, que poderia ser usada por qualquer professor que assim o desejasse, a partir de um acesso local ou virtual. Nesse sentido, os alunos/ professores foram solicitados a levar em consideração relações entre o sujeito, o objeto, a escola e o currículo para a composição inicial do objeto. Em relação ao sujeito foram evidenciadas as questões relativas à ética do professor, no sentido da definição do repertório que cada um já havia construido no desenvolvimento do curso, e da capacidade de trabalhar com as imagens selecionadas, com consciência das implicações do trabalho em sala de aula em relação à etapa de escolarização desejada, no sentido de se adequarem simultaneamente à proposta e à faixa etária correspondente. Quanto ao objeto artístico, a chave seria a verificação da capacidade de trabalhar com o referencial inicial trazido pelas imagens escolhidas, procurando perceber o microuniverso que as obras manifestam dentro da arte, buscando os contextos de pertencimento e os contextos que as mesmas formam ao serem correlacionadas. Sem esquecer-se de pesquisar sobre as linguagens envolvidas na produção das obras — tradicionais e contemporâneas — desenho, pintura, gravura, cerâmica, escultura, fotografia, vídeo, performance, instalação — em formatos digitais ou analógicos, em planos bidimensionais ou tridimensionais, em imagens paradas ou em imagens-movimento. Quanto ao contexto escolar, por ser o locus de utilização do objeto, é também definidor da autonomia pretendida, então, estando as imagens escolhidas entre um elenco de obras significativas na história da arte, em um segundo momento, poderiam ampliar as possibilidades de construção de conhecimento, em conjunto com as outras áreas do currículo escolar, mas sem a perda da especificidade da área artística. Desta forma, os alunos / professores foram solicitados a pensar em experiências concretas de aprendizagem, elencando quais seriam os eventos que poderiam ser articulados com o trabalho em sala de aula, tais como: uma visita a uma exposição, ao museu, a uma instituição cultural da


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