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MATÉRIA-PRIMA 1

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308 Rittmann, Sônia Maris (2013) “Caixa de Pandora: da narrativa textual à narrativa visual.”

que a Caixa de Pandora pode provocar nos estudantes um exercício de pensamento através do pensar, fruir e produzir arte. Talvez esta utopia esteja conectada com o sentido positivo do dom da esperança, único que restou na Caixa de Pandora da Mitologia, conforme o mito que, de certa forma, conforma o livro-objeto Caixa de Pandora. Pensada para suscitar a “curiosidade” de quem se aproxime da mesma, tal qual a caixa presente no mito, a Caixa de Pandora, por fora, tem o formato que lembra um livro. Na capa desse livro objeto, o destaque fica por conta de uma pintura de uma figura feminina de uma mulher alada, que poderia ser vista como a própria Pandora — aquela que possui todos os dons — ou quem sabe Lilith — representação simbólica e pictórica do arquétipo feminino — ou ainda Nikè — deusa grega que simboliza a vitória, pois estas outras imagens do feminino enfatizam a liberdade que estaria presente na representação das asas, ou em um exercício de delírio, uma versão feminina de Apolo, deus das Artes. Penso que esta “indefinição” e ambiguidade construída sirvam mais aos propósitos de um projeto em Artes Visuais que se pretende provocador e aberto às muitas possibilidades de leitura, que sirva de contraponto aos paradigmas culturais vigentes na sociedade de consumo atual. Os símbolos presentes no Objeto de Aprendizagem são muitos, entre eles destaco os paradoxos presentes: feminino-masculino, sagrado-profano, luz-escuridão. As possibilidades de leitura, embora múltiplas, dependem da situação de aprendizagem enfocada no momento da utilização da Caixa de Pandora, sendo que poderá se dar plenamente ao construirmos um conhecimento significativo. 4. A alma Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas… (Salgado, 2000)

Como Sebastião Salgado, que nos insere a todos em uma única raça humana, penso que o ser humano deva ser o centro de interesse de qualquer projeto, e, o projeto de aprendizagem que foi pensado para a Caixa de Pandora não foge a regra: seres humanos querendo aprender, querendo sobreviver, querendo ser felizes. Partindo do pressuposto que toda aprendizagem deva tentar estabelecer um processo de inferências entre os conhecimentos que se possui e os novos conhecimentos a serem construídos, as possibilidades de utilização do Objeto


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