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MATÉRIA-PRIMA 1

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298 Marmo, Alena Rizi & Bublitz, Barbara Mariah Retzlaff (2013) “Ensino/aprendizagem da arte na contemporaneidade: uma análise crítica de materiais educativos virtuais.”

formas de acesso à informação e aos novos modos de conhecimento favorecem o saber que, como paisagem estática e demarcada, nunca mais existirá livre da complexidade do ciberespaço. Com a extensão da cibercultura, coloca-se em jogo principalmente os critérios de avaliação e o julgamento da sociedade perante as coisas: o saber poderá ser transmitido pelas coletividades humanas e não mais apenas pelos “sábios” (Lévy, 1999). Não são necessárias pesquisas aprofundadas para constatar-se as mudanças nas maneiras de ler, de escrever, de comunicar, de informar e de interagir. A mídia, veículo da mensagem (Lévy, 1999) tem se tornado múltipla. Como consequência, passa-se a discutir a função da escola, do professor e dos métodos que insistem em não acompanhar e, muitas vezes, ignorar as transformações pelas quais seu público está sujeito. A relação com o conhecimento é outro e, mais do que nunca, torna-se premente aprender-se a conhecer o conhecimento (Morin, 2010). O processo ensino/aprendizagem em artes, neste contexto, é afetado de modo peculiar. No Brasil, apenas em 1971, por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o poder da imagem e da percepção estética como fontes de conhecimento são valorizados, ainda que de maneira paradoxal, na hierarquia das disciplinas escolares (Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte, 1997). A disciplina de Artes, neste contexto de mutações extremas e desdobramentos históricos fragilizados, passou a enfrentar tanto os questionamentos gerais como os seus próprios. A natureza da imagem também não é mais a mesma. “No cérebro universal, tem passado por diferentes modos de ser, partindo da presença para a representação e, finalmente, para a simulação” (Druckrey, 2005: 390,). A educação estética (Nazario, 2005), contornada por fronteiras móveis e localizada entre o que sempre está ou o que eventualmente atualiza-se, é responsabilidade de todas as ações institucionais que se digam educativas. Para tanto, espaços culturais, museológicos e de educação formal necessitam revisitar conceitos e direcionar suas ações para que não se percam em meio aos novos espaços construídos. Percebe-se que algumas instituições culturais e museológicas de países como o México caminham em direção à exploração dos recursos e ferramentas disponíveis no ciberespaço, e que o Brasil, embora de forma incipiente, também caminha neste sentido. Sabe-se ainda que, cada vez mais, escolas exploram a tecnologia como ferramenta de ensino, entretanto, por trás da tela do computador ainda existe um universo inteiro a ser explorado no contexto da arte/educação.


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