Os métodos e os programas calcados em lógicas lineares e a preocupação demasiada em possibilitar aos educandos o mero acesso a informações, descuidando-se de torná-las significantes, o que evidencia a procura por manter o modelos comunicacional de transmissão de informação (Bonilla, 2009: 33).
Fora do contexto latino-americano, foram analisados até o momento sites de museus e instituições culturais com o objetivo de estabelecer relações e parâmetros. Dentre eles, o Rubin Museum of Art (http://www.rmanyc.org/) localizado nos Estados Unidos. Dedicado a promover exposições orientais de sociedades como a Iraniana, a Tibetana e a Chinesa, disponibiliza online recursos educativos das exposições já encerradas, desde os menos interativos, como áudio-guia, catálogos, galerias digitais com fotografias do espaço e dos trabalhos artísticos e vídeos com comentários de curadores, até outros mais interativos. Os “interativos”, por sua vez, assim identificados pelo próprio site, são arquivos para download com informações e imagens. Em estrutura de hiperlink, é possível navegar por textos, imagens e animações (enquanto arquivo criado para interação offline, contudo, seus recursos são esgotáveis). Alguns destes documentos são lineares, propondo que após a leitura e visualização das imagens de um trabalho continuemos (continue) ao próximo (next), de forma a reproduzir a ação de virar a página típica do manuseio de um livro impresso. Para algumas das suas exposições, são disponibilizados microsites (sites dedicados unicamente a elas), contendo página para eventos, blog, imagens, textos e atividades educativas tais como concursos, quizes, criações interativas online, mapas, animações, glossários, análises de trabalhos artísticos, áudios, guias para trabalhos pedagógicos, tutoriais, espaços para questionamentos, discussões, publicações de poesias, entre outros. As possibilidades, neste caso, são maiores e se torna notável a crescente preocupação em relação a construção de saberes no contexto e aproveitamento do ciberespaço e que, assim como o site da Bienal, podem ser aproveitados pelos professores dentro da escola. Considerações
Quanto à velocidade do surgimento e renovação dos saberes, o ciberespaço suporta tecnologias que amplificam, exteriorizam e modificam funções cognitivas humanas tais como a memória, a imaginação, a percepção e o raciocínio. Essas
297 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1), pp. 291-299.
educativo acerca da mostra, ou seja, como um recurso de preparação da visita ou espaço de memória, mas não como substituto. Bonilla, no que diz respeito à ressignificação e aproveitamento das novas potencialidades oferecidas pela tecnologia, afirma ser necessário desestruturar os padrões naturalizados pela escola, tais como