1. Atividades educativas no ciberespaço Se o novo nos parece desviante, a tendência é patologizar o comportamento e, consequentemente, orientar a ação docente para o retorno aos modelos conhecidos, ou seja, levar a uma ação repressora do novo comportamento (Abreu, 2009: 55).
A partir do referido projeto, foram identificados cerca de cinquenta sites de museus e instituições culturais de diferentes países com página dedicada ao setor educativo. A partir destas, por meio de análise conceitual e metodológica, constatou-se que os espaços educativos dos sites brasileiros possuem, em maioria, apenas orientações quanto às suas ações com o público e divulgação de programas (visitas, oficinas, palestras, etc.) e não atividades ou materiais virtuais que possibilitem a construção do conhecimento em arte e explorem as possibilidades específicas do ciberespaço. O site do Museu de Arte de São Paulo (MASP), por exemplo, disponibiliza uma linha do tempo com imagens de obras do acervo, catálogos de exposições em portable document format (pdf ), informações acerca de suas ações educativas e museológicas (como restaurações e estudos científicos), além de informações básicas referentes às exposições que já ocorreram e das que ainda estão em cartaz. O serviço educativo virtual deste, que se afirma como o mais importante museu de arte ocidental do hemisfério sul (conforme seu site), limita-se a fornecer informações e não explora a amplitude de recursos presentes na web. Da mesma forma, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), também conforme afirmação em seu site, tem a missão de “colecionar, estudar, incentivar e difundir a arte moderna e contemporânea brasileira, tornando-a acessível ao maior número de pessoas possível”, ou seja, utiliza sua página da web apenas como um espaço de informações, não de construção de conhecimento. Embora seja legítimo a utilização do site para ampliar infinitamente as fronteiras do espaço físico na divulgação do acervo e de informações acerca das atividades e pesquisas desenvolvidas pelo museu, ambos ainda encontram-se muito aquém de suas possibilidades de uso. Mesmo que o MASP possibilite uma visita virtual via Google Art Project, a mesma acaba se resumindo à ação pela ação.
293 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1), pp. 291-299.
e como os mesmos podem ser aproveitados em sala de aula pelo professor de arte. Nesse sentido, por meio desse artigo, serão analisados e problematizados materiais educativos disponíveis em sites instituições culturais de países da América Latina, pensados como ferramentas no processo de ensino/aprendizagem da arte.