Marmo, Alena Rizi & Bublitz, Barbara Mariah Retzlaff (2013) “Ensino/aprendizagem da arte na contemporaneidade: uma análise crítica de materiais educativos virtuais.”
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O acelerado desenvolvimento tecnológico e a sala de aula
O contexto contemporâneo é marcado pelo desenvolvimento tecnológico, cujas mudanças geradas refletem-se nos relacionamentos no e com o mundo, assim como na educação formal: fala-se em mail art, em web art e em educação à distância. Artistas produzem trabalhos diretamente no ambiente virtual e se tem aulas em web conferências. Boa parte das escolas tem ao menos um projetor data-show, o que permite ao professor trabalhar maior quantidade de imagens, já que não terá custo com a impressão, e de forma mais adequada, uma vez que o tamanho da projeção conduz à melhor visualização. A tecnologia como instrumento na escola é uma realidade, entretanto, deve-se questionar com que medida e finalidade a mesma vem sendo utilizada. O uso do projetor em lugar do retroprojetor de transparências, que por sua vez substituiu o projetor de slides, por exemplo, configura-se apenas na substituição de um recurso por outro, já que tais equipamentos, ao projetar imagens na parede, cumprem a mesma função. Nesse sentido, pode-se observar que embora se viva em um contexto de rápido desenvolvimento tecnológico, em muitos casos a mudança se reflete apenas no equipamento utilizado, e não nos procedimentos de ensino que não acompanham o pensamento por traz da tecnologia. É certo que cada vez mais professores usam a internet para que os alunos realizem pesquisas ou tenham contato com atividades educativas, todavia, deve-se questionar se de fato tratam-se de pesquisas conscientes da natureza e recursos da web (em lugar de mera reunião de informações a partir dos comandos CTRL + C seguido pelo CTRL + V em consonância com a transcrição de informações de enciclopédias), e se as atividades propostas pelos sites utilizam-se de novos procedimentos e se são realmente educativas em lugar de puro entretenimento. Sem dúvida alguma a internet tem muito a oferecer para o desenvolvimento de aulas na escola, assim como para a construção e realização de atividades educativas, mas é preciso tomar-se consciência de qual é a parte do diabo (Maffesoli, 2004). Ao mesmo tempo em que oferece recursos e facilita processos, o ciberespaço configura-se em um grande desafio para o contexto da educação, já que por traz da tela do computador um mundo encontra-se disponível e não há limite de tempo, de espaço ou de quantidade de informação. Mas como fazer de tais características aliadas e não concorrentes no processo de construção de conhecimento? Como utilizar-se dos recursos próprios e da arquitetura do cibererpaço dentro na sala de aula? Em busca de possíveis respostas para estas, entre outras questões, iniciou-se o projeto de pesquisa “Materiais Educativos Virtuais em Arte” (2012) no intuito de entender como os setores educativos de instituições culturais e museológica vem desenvolvendo materiais educativos