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vidas e também para a vida de seus alunos, através de uma construção que envolveu o aprendizado da coleta e a reorganizarção das escolhas que foram sendo realizadas durante a vida acadêmica. Para isso, foi essencial o fato do curso ter sido ministrado totalmente em um ambiente virtual de aprendizagem, pois os alunos podiam percorrer todas as disciplinas realizadas ao longo dos quatro anos de formação, tal como se percorre um mapa, com inúmeras entradas e com diversos itinerários conforme a definição de seus focos de interesse. Essa experiência tornou possível a virtualidade de certo retorno no tempo, possibilitando aos alunos / professores construir novos itinerários para percorrer seu próprio mapa de formação, levando-os a fazer a crítica sobre a falta de compreensão em alguns momentos, e, a se surpreenderem com o seu rápido aprendizado em outros momentos do percurso já consolidado. Foi possível voltar a se maravilhar com a possibilidade de surpreender os seus alunos em trabalhos performáticos realizados durante o curso, em que a produção final foi o video da encenação artística realizada. Mas, o grande ganho foi perceber de um modo concreto a complexidade envolvida na construção de um perfil de professor de Artes Visuais, o qual abarca um fazer prático, gráfico-plástico e tecnológico, articulado a um desenvolvimento ético / estético, aliado ainda, ao fato de ser essa formação o locus do desenvolvimento de uma reflexão teórico-prática realizada com a finalidade de se traduzir sempre em uma ação político-participativa, sem prescindir do caráter transformador de uma prática em interação direta com seu próprio contexto, mas sempre em interlocução com contextos semelhantes, embora, abrindo-se para outros diferentes e/ou distantes.
Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 24-36.
Figura 2. Objeto de Aprendizagem Portas da Arte e Objeto de Aprendizagem Fragmentos da Arte: uma brecha no armário. Fonte: arquivo dos autores dos objetos, Elenice Silva e Adriano Dreher, 2012.