282 Almeida, Inês Vespeira de (2013) “Do autor à autoria: construção de uma caixa/relicário: projecto e Tecnologias de ourivesaria, 11º ano.”
Figura 10. Exemplos de peças terminadas. EAAA, Lisboa, 2013. Fonte: própria.
2. Conclusão
A realização deste trabalho pretendia articular os objectivos do programa da disciplina, nas vertentes projectual e tecnológica. Por um lado a construção de um conceito através do estudo e análise de trabalhos de alguns joalheiros contemporâneos e pelo outro a aprendizagem de técnicas ou processos tais como realização de canevão, articulações ou alteração das superfícies dos metais. Os alunos responderam de uma forma bastante criativa ao desafio que lhes foi proposto, apesar de terem sido colocadas algumas condicionantes formais e técnicas. Fizeram um trabalho de introspecção muito interessante entre o conceito do autor e o de sua autoria. Relativamente ao desenvolvimento do trabalho em oficina, o tempo é sempre um constrangimento o que faz com que por vezes se sobreponha à experimentação do aluno a exemplificação recorrente por parte do professor. Apesar disso os alunos demonstraram um grande esforço no sentido da progressiva e desejável autonomia na construção do seu processo de aprendizagem. Na generalidade, os alunos concretizaram o seu projecto inicial, muito embora se tenha verificado pontualmente alterações formais, em alguns objectos, derivadas da percepção, por parte dos alunos, das características dos materiais e potencialidades plásticas em presença. Só fazendo se sente e, sendo essa uma “verdade” e liberdade criativa no domínio de qualquer projecto artístico, essas são sempre consideradas e legitimadas na construção dos saberes. Sendo esta disciplina essencialmente prática e funcionando com um trio pedagógico, uma professora de projecto em articulação com duas professoras da vertente tecnológica (na qual eu faço parte), é importante referir o impacto que três formas de fazer e de ser diferentes têm nos alunos e também entre