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MATÉRIA-PRIMA 1

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Figura 1. Imagem do objeto de aprendizagem em articulação com o corpo do/a educador/a. Foto/ montagem da autora, jan./2013.

267 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 264-275.

que instiga a um diálogo com a metáfora do paraíso da obra de Manuel Vilariño “Paraíso Fragmentado” cuja observação nos faz indagar: que paraíso é este? Qual é a busca constante do humano? Em meio a este emaranhado de indagações há a Arte enquanto possibilidade de ver, ouvir, sentir, apreciar e que vamos guardando em bolsões. Assim adentramos o micromundo “Guiarte” uma nova forma de ver o atelier de Arte do artista contemporâneo, não mais como um lugar fixo e estático, mas como organismo pulsante e rizomático que pode ser também carregado, construído e reconstruído nestes bolsões. O corpo é o limite que se estabelece entre eu e o mundo, todavia é através deste corpo que exerço relações, que convivo com o outro, neste emaranhado entre corpo e mundo constituo meus trajetos, minhas aprendizagens, temores, conquistas, sou nômade, vivo em fluxos e devires ou vir a ser (Deleuze & Guattari, 1995). “Guiarte” foi concebido a partir de uma ótica rizomática, flexível e relacional (Deleuze & Guattari, 1995) e da auto-organização orgânica definida pela autopoiética (Maturana & Varela, 1995). Não é linear, apresenta uma fisicalidade que permite o ato de ir e vir, pois é utilizável tal como na Figura 1, por diferentes


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