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estando inserida no mundo atual, exorta-se a seguir por um percurso, na tentativa de percorrer / apresentar o objeto construído, desdobrando-o como uma espécie de guia, fazendo jus ao seu nome, Guiarte, que tem o objetivo de, ao partilhar a arte, levar, simultaneamente, à formação de novos caminhos, criando uma espécie de rizoma educativo em torno de uma posição construtiva e geradora de novas propostas que poderão ser apropriadas no próprio corpo do objeto, estreitando, a cada vez, os seus laços com a arte.
Hencke, Jésica (2013) “Guiar-Te!”
1. Guiarte
A linguagem é um campo que se perfaz em palavras, gestos, movimentos, cores, texturas, em que tudo tem intencionalidade, diante desta constituição social surge “Guiarte”, um guia, um caminho, com muitos pontos de partida, e nunca um único ponto de chegada, seu crescimento não pode ser impedido, sufocado, obscurecido, segundo Deleuze e Guattari, ele se desterritorializa para fazer novas relações, e volta a se territorializar para produzir Arte (Deleuze & Guattari, 1995). A cada atualização em seu uso, o objeto é variação, é expansão, é conquista, é um objeto de aprendizagem real e virtual, o humano é constituído por densas camadas sobrepostas de informações, experimentações, vivências, num contínuo movimento entre totalidade e fragmentos, imerso em micromundos. A Arte surge nesta existência para aperfeiçoar o ato de ver todos os lados, todas as possibilidades, poder adentrar em micromundos sem perder o foco, já que, a vida é cíclica, todos os seres circulam uns dentro dos outros, influenciam-se, e transformam-se ao praticarem rizomas, enraízam-se; compreende-se que cada ser é uma soma, uma multiplicidade multicultural. Onde todo ponto é um ponto, as conexões não tem início nem fim elas vão se unindo nas múltiplas possibilidades e criando novas ramificações, ampliando a pesquisa e o conhecimento, conforme Deleuze (1995) não se faz de unidades, mas de dimensões movediças, não há começo nem fim, mas um meio transbordante, inovador e criativo. Tudo isto começou por uma linha tênue: a curiosidade; que demonstra a dificuldade de formar-se como professor de Artes Visuais, visto que, se faz uma cartografia da aprendizagem através de um mapa que é transformado, recriado, produzido, desmontável, remontável, com entradas e saídas múltiplas, feita por microfendas. A escolha que definiu a chave do objeto foi Cândido Portinari, através da obra Criança Morta da série Retirantes, desafiando nossa capacidade de estesia. Relacionada a esta obra de Portinari partiu-se para uma inter-relação com a obra Varal de Adriana Varejão composta por aparentes fragmentos humanos,