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MATÉRIA-PRIMA 1

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vivência de experiências criadoras com arte e educação, apostando nos atravessamentos que as possibilidades de uma experiência artística, investigativa, reflexiva e estética exercem na formação do professor.

Guimarães, Ana Luiza Bernardo (2013) “Não me proteja do que eu quero! Parangoleando a formação dos Professores de Arte”

Considerações intermitentes

Enriquecer as coisas com um sentido significa, também, uma vivência efetiva da palavra que se professa no exercício cotidiano do ambiente escolar (Machado, 2000). Sem esse afinado compasso, corre-se o risco de tornar inócuo o cultivo dos valores fundamentais à construção e consolidação do arquétipo humano, principalmente na formação docente. Nada pode ser mais insalubre na formação do jovem professor do que conviver com o discurso elaborado por valores e a prática opressiva nos procedimentos escolares. “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” não pode ser uma máxima a se efetivar nos bancos escolares e nas ações docentes. Nada parece menos íntegro que perceber-se marionete de um discurso que ora beneficia uns, ora outros, porque não se solidifica nas ações educativas. Deste modo, espera-se que o presente artigo possa ter lançado possibilidades de pensar a epistemologia da formação de professores em Arte indissociável da pesquisa e da produção de formas artísticas, tendo como balizas a aquilatar seus procedimentos, a reflexão sobre a prática e a própria fatura artística. E a cada leitor dessas palavras, talvez toque o apelo de Gide (1897): E depois que me tiveres lido, joga fora esse livro — e sai. Gostaria que ele te desse desejo de sair — sair de onde quer que seja, da cidade, da tua família, do teu quarto, do teu pensamento. Não leves contigo o meu livro. [...] Que meu livro te ensine a te interessar mais por ti do que por ele, — e então por todo o resto mais do que por ti.

Referências Cauquelin, A. (2005) Arte contemporânea: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes. Christov, L. H. (2012) Repertório dos professores em formação. Disciplina 01. Redefor: Rede São Paulo de Formação Docente. São Paulo: SEE/UNESP. Corazza, S. M. (2012) Na diversidade cultural, uma docência artística. [Consult. 201211-03]. Artigo. Disponível em <URL: http:// www.artenaescola.org.br/pesquise_ artigos_texto.php?id_m=16> Dewey, J. (1959) Democracia e educação. São Paulo: Editora Nacional. Dewey, J. (2010) Arte como experiência.

São Paulo: Martins Fontes. Eisner, E. (2008) O que pode a educação aprender das artes sobre a prática da educação? In Currículo sem fronteiras. v.8, n.2, p. 5-17, jul/dez. Foucault, M. (2004) A hermenêutica do sujeito. São Paulo: Martins Fontes. Gide, A. (1897) Les Nourritures Terrestres. [Consult. 2012 — 12 — 11] Disponível em <URL: http://www.ebooksgratuits.com/html/ gide_nourritures_terrestres.html> Houaiss, A. (2009) Dicionário Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Objetiva. Irwin, R. (2008) A/r/tografia: uma mestiçagem metonímica. In: Barbosa, A. Amaral,


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