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MATÉRIA-PRIMA 1

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Na Figura 4, o mote era a construção de uma obra coletiva, um manto/inventário que tanto agregasse as singularidades vividas pelo grupo de alunos durante os anos da graduação quanto os conceitos artísticos específicos e sua relação com a educação, tendo como eixo potencializador da discussão e da própria vivência, a poética de Arthur Bispo do Rosário. Na Figura 5, por sua vez, a proposta era a produção de uma obra que se configurasse como embrenhante da arte moderna (Cauquelin, 2005). O artista escolhido foi Marcel Duchamp, tanto por sua poética inquieta, como pelo estranhamento causado aos alunos quando do início de sua jornada acadêmica. A roda, elemento do movimento contínuo da formação dos estudantes e paradigma do ready made, deixa de girar ao ser amarrada pelos caminhos que os licenciandos percorrem diariamente para chegar à Faculdade, pelos caminhos de suas escolhas metodológicas. Em ambas as proposições (Figura 4 e 5), linhas, panos, gazes, lamês, passamanarias, rendas e botões deixaram de ser meros rudimentos da costura para se configurarem como materialidade da obra, como urdidura viva de uma poética singular. Assim, a relação entre a docência e a aprendizagem em arte, a intersubjetividade e a ativação de projetos coletivos vivenciados pelo grupo de licenciandos, bem como o diálogo entre criação/reflexão/investigação foram potencializados em uma perspectiva formativa e reflexiva, que se aproximou mais do “faça comigo” do que da tradicional perspectiva modeladora de professores tida a partir do “faça como eu”. As aulas procuraram gerar tanto a análise e o debate de teorias, quanto a

Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 253-263.

Figura 5. Roda, Ourinhos, Brasil (2013). Fonte Própria.


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