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MATÉRIA-PRIMA 1

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260 Guimarães, Ana Luiza Bernardo (2013) “Não me proteja do que eu quero! Parangoleando a formação dos Professores de Arte”

Os parangolés foram construídos a partir das marcas dos corpos dos estudantes (Figura 3), com tecidos leves, em diferentes cores e texturas. O contorno de cada corpo demarcando o dentro e o fora, constituiu-se como elemento potencializador de outra dinâmica: a marca do corpo estático quando vestido era, agora, movimento puro, assim como a formação de cada estudante; movimento único e singular — mediado pelas relações com o outro e com o mundo. A proposta era de que, balizados por essa obra viva, os licenciandos re-criassem, re-pesquisassem e re-aprendessem modos de compreensão, apreensão e representação do mundo, criando suas próprias práticas docentes e reconhecendo-se como protagonistas em sua formação, integrando “saber, ação e criação, [em] uma existência que requer uma experiência estética encontrada na elegância do fluxo entre intelecto, sentimento e prática” (Irwin, 2008: 91). Tendo como norte a vivência do parangolé, o conceito de experiência e do professor como declanchador, os licenciandos elaboraram projetos artísticos para a realização de regências/vivências formativas com a turma da graduação, compreendendo a docência artística como pesquisa, criação, reflexão, aprendizagem, invenção e autoria. Dentre as 08 vivências realizadas, destacamos duas (Figuras 4 e 5), cujo teor plástico dialogam intrinsecamente com a proposta formativa.

Figura 4. Nosso Manto, Ourinhos, Brasil (2013). Fonte Própria.


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