230 Day, Giseli & Meurer, Jucilene (2013) “O ensino de arte na educação básica brasileira: uma abordagem prática pautada no cotidiano educativo das crianças pequenas.”
crianças, precisa ser realizado com supervisão dos professores e, preferencialmente, em pequenos grupos. Diversas situações que envolviam areia, água, sucatas também ocorreram com o intuito de permitir que as crianças se apropriassem dos conhecimentos produzidos na Cultura e ampliassem suas possibilidades de olhar. Como a interação que faziam com sombras coloridas (Figura 3). Pontes (2001: 24) afirma que “a Arte não é ensinada, mas expressada. A criança procura seus próprios modelos sem que o professor interfira diretamente no seu processo criador.” No entanto, sabemos que o papel de mediação do professor é fundamental e inclui não apenas o dia-a-dia em sala na relação direta com as crianças, mas seus projetos, planejamentos, registros e avaliações do processo educativo, bem como as intervenções indiretas, como os momentos em que organiza os espaços, observa as crianças, etc. Por meio das mediações realizadas com o objetivo de ampliar a aprendizagem e desenvolvimento das crianças, os professores oferecem acesso a diversificados modelos e conhecimentos que permitem novas associações, construções, compreensões. Assim, o professor pode não intervir diretamente no processo criador, mas é um elemento fundamental neste processo, pois presentifica experiências do universo artístico no cotidiano, articula as situações de ensino e aprendizagem, proporciona situações planejadas e materiais para que as crianças explorem e ampliem o repertório artístico-cultural, bem como possibilitando saltos qualitativos no seu desenvolvimento integral. O uso da imagem no cotidiano torna-se imprescindível nessa concepção de educação e arte. Foi possível observar que as crianças envolviam-se nas propostas e faziam relações com as vivencias sugeridas pela professora. 4. Considerações acerca do trabalho realizado
Diante do exposto percebe-se a necessidade de buscar alternativas para a organização do espaço da sala e planejar propostas educativas com o fim de ampliar as possibilidades de interação com diferentes imagens, materiais e repertórios, sem recorrer aos personagens ou recursos imagéticos amplamente difundidos na mídia, visto que As imagens acabam constituindo acervos daquilo que deve ser admirado, preservado, repassado e cultivado pelas crianças. As produções culturais, sejam elas quais forem, programam nosso olhar sobre o mundo, definem e hierarquizam o que é bom, bonito, mal, feio e isto implica em estabelecer diferenças, territorialidade, forças de poder, inclusões e exclusões sociais de quem pertence e de quem não faz parte daquela esfera sociocultura. (Cunha, 2007: 141).