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MATÉRIA-PRIMA 1

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228 Day, Giseli & Meurer, Jucilene (2013) “O ensino de arte na educação básica brasileira: uma abordagem prática pautada no cotidiano educativo das crianças pequenas.”

Figura 1. Criança brincando com materiais coloridos na janela. Fonte: própria.

Houve situações em que a manipulação de materiais diversificados com o objetivo de ampliar os repertórios de imagens foi possível. Um espaço repleto de visualidades interativas, como as sucatas pintadas com cores e texturas diferentes e penduradas em frente às janelas (Figura 1), para que as crianças pudessem empurrá-las para fora e observar o caminhar das cores e formas pelo ar. A utilização dos órgãos dos sentidos na preparação de frutas para o lanche envolvia desde a higienização das frutas, passando por situações de destaque para o olfato, tato, paladar, audição e visão, além de noções formas, textura, consistência, temperaturas, tamanho, etc. Buscava-se com tais situações educativas um trabalho de sensibilização das crianças ao seu entorno e que as imagens e visualidades pudessem se tornar um convite à ampliação do repertório estético do grupo. Além disso, os sons, aromas, as sensações táteis, sentimentos, sentidos e significados, ficavam na memória daqueles que os vivenciaram. Uma das propostas utilizou pedaços de vidro temperado e espelho e seu objetivo era permitir que a criança interagisse com sua própria imagem e a de seus pares: ao apertar as placas de vidro contra seu rosto (Figura 2), a criança apresentava “caretas” aos amigos, além de distinguir texturas, pois os vidros possuíam cores e relevos diferenciados. Propostas como essa eram possíveis porque havia uma organização entre professora e auxiliar para trabalhar em pequenos grupos e, assim, garantir a qualidade das mediações e interações. O uso do vidro, bem como outros objetos que podem oferecer risco à integridade física das


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