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MATÉRIA-PRIMA 1

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220 Gaio, Marcela Wanderley (2013) “Imersões e inversões na arte: por uma prática além da apreciação.”

Figuras 4 e 5. Exemplo de duas fotocópias disponibilizadas para escolha e intervenção.

dos jovens — impregnado de ícones da cultura visual e das mídias em geral — foi rapidamente expresso no papel. Os heróis dos desenhos animados e das histórias em quadrinho que admiram, a aparência dos ícones pop e dos artistas famosos, os símbolos dos grupos musicais que gostam, entre outras imagens apreendidas diariamente em seus cotidianos (no campo formal, não-formal e informal) tiveram suas características marcadas naquelas estátuas (Figuras 6 a 9). Paulo Freire (1996) contribui com essa questão do conhecimento além do espaço escolar e na valorização do aprendizado de outras maneiras, que não as formais, dizendo que É uma pena que o caráter socializante da escola, o que há de informal na experiência que se vive nela, de formação ou de deformação, seja negligenciado. Fala-se quase exclusivamente do ensino dos conteúdos, ensino lamentavelmente quase sempre entendido como transferência do saber. Creio que uma das razões que explicam esse descaso em torno do que ocorre no espaço-tempo da escola que não seja a atividade ensinante, vem sendo uma compreensão estreita do que é educação e do que é aprender. (...) Se estivesse claro para nós que foi aprendendo que percebemos ser possível ensinar, teríamos entendido com facilidade a importâncias das experiências informais nas ruas, nas praças, no trabalho, nas salas de aula das escolas, nos pátios dos recreios, em que variados gestos de alunos, de pessoal administrativo, de pessoal docente se cruzam cheios de significação. Há uma natureza testemunhal nos espaços tão lamentavelmente relegados das escolas” (Freire,1996: 49).


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