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MATÉRIA-PRIMA 1

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obras. Um novo olhar foi lançado às pinturas que serviram de inspiração e aos seus corpos como suportes de criações artísticas. O trabalho foi finalizado com as narrativas dos meninos e meninas sobre esta experiência, através dos seus relatos escritos e filmados (Figura 1). Podemos dizer que tais narrativas foram essenciais para avaliar coletivamente essa prática pedagógica. Dar voz aos jovens naquele momento, deixando-os à vontade para expressarem suas opiniões e sentimentos foi fundamental para refletir sobre as experiências vividas; para saber como aquilo que vivenciaram os tocou (Figuras 2 e 3). Expressar conhecimentos em forma de narrativa não científica é um meio de transpor a barreira da dogmatização das normas e da sua legitimação apriorística, é aceitar o desafio de uma efetiva produção de conhecimentos e de prática crítica [...] (Oliveira, 2010: 26)

Podemos perceber em vários relatos o caráter criativo que os meninos e meninas expressaram a partir da proposta. Um deles é de uma menino que diz: “Gostei da parte da releitura porque tínhamos que pensar e expressar nossas ideias. Ao inventar um jeito novo para a obra eu me senti um artista!”. Outro menino explica: “Gostei de fazer a releitura, aquela parte engraçada que fizemos depois de tirar a foto da obra, porque expressamos a nossa imaginação”. A narrativa de uma menina sobre o trabalho mergulha na questão das diferentes linguagens

Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1), pp. 214-223.

Figura 1. Releituras da pintura “O homem do chapéu-coco” (1964) de René Magritte.


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