214 Gaio, Marcela Wanderley (2013) “Imersões e inversões na arte: por uma prática além da apreciação.” Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1), pp. 214-223.
Imersões e inversões na arte: por uma prática além da apreciação Marcela Wanderley Gaio
Brasil, Professora do ensino básico, Secretaria Municipal de Educação — Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Graduação: Licenciatura em Educação Artística, Universidade do Estado de Rio de Janeiro (UERJ) e frequenta o mestrado em Artes (UERJ).
Artigo completo submetido a 3 de junho e aprovado a 10 de junho de 2013.
Resumo: A partir da análise de duas experiên-
cias educativas desenvolvidas no ensino básico pela disciplina de Artes Plásticas, em uma escola pública do Rio de Janeiro, o presente trabalho visa evidenciar as possibilidades de percepção do sensível e do inusitado no cotidiano escolar como forças criadoras e expressivas das subjetividades dos estudantes no ensino de arte. Palavras-chave: ensino de arte / sensibilidade / cotidiano escolar / subjetividades.
Title: Towards a practice beyond art appreciation Abstract: From the analysis of two educational
experiments developed in primary education by the discipline of Visual Arts at a public school in Rio de Janeiro, the present work aims to highlight the possibilities of sensibility and unusual perception at the everyday school life as expressive and creative powers of student’s subjectivity in art education. Keywords: art education / sensitivity / everyday school life / subjectivities.
Introdução
Ensinar arte na escola sem falar em comunicação, expressão e relação entre sujeitos, coletivos e culturas é, a meu ver, inevitável. Pensando nesta perspectiva, trago à tona duas experiências educativas desenvolvidas no ensino básico que discutem a individualidade que produzimos e respeitam a alteridade que compartilhamos no contexto escolar. A primeira prática, batizada como “Quadros vivos” é baseada em pinturas consagradas da história da arte. Essas obras bidimensionais ganham a tridimensionalidade, tendo como suporte, os corpos dos educandos. Outras linguagens entram em jogo neste exercício e abarcam conhecimentos de diversas áreas de saber.