206 Luís Manuel Martinho Valério (2013) “Desenho realista de uma planta em contexto arquitetónico / Abandonar o Sistema de Símbolos / Transformação.” Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 198-206.
Passando agora para o ponto de vista do desenho de Betty Edwards (1984), o ser humano tem um potencial relacionado com a capacidade inventiva, intuitiva e imaginativa que pertence à parte do cérebro reservado ao hemisfério direito, que se pode atualizar. Quando isto acontece ficamos perfeitamente conscientes disso. O desenho e a arte são uma forma de atualizar o lado direito do cérebro, são uma forma eficaz de adquirir acesso às funções desse hemisfério direito. A autora revela que esta capacidade permanece inexplorada devido à cultura verbal, tecnológica e devido ao sistema educativo. Vai mesmo mais longe e afirma que grande parte do nosso sistema educacional funciona principalmente influenciado pelas competências do hemisfério esquerdo: verbal, racional e preciso. Desta forma todas as tentativas para aflorar ao lado direito do cérebro parecem ser uma mais-valia no processo de ensino e aprendizagem contribuindo para atualização do potencial do aluno.
Referências Edwards, B. (1984). “Desenhando com o lado direito do cérebro”. Rio de Janeiro: Editora Tecnoprint S.A. Eisner, E. E. (2008). O que pode a educação aprender das artes sobre a prática da educação. Currículo sem fronteiras, 8 (2), 5-17.
Contactar o autor: luisvalerio@campus.ul.pt
Guillé, É. (2008) O Homem entre o Céu e a Terra. Uma nova abordagem da realidade. Lisboa: Dinalivro. Ramos, A; Queiroz, J. P.; Barros, S. N. & Reis, V. (2002). Programa de Desenho A, 11º e 12º Anos. Curso Cientifico-Humanístico de Artes Visuais. Ministério da Educação. Departamento do Ensino Secundário.