20 Queiroz, João Paulo (2013) “Primeiro: a Matéria-Prima.”
mesmo nome desenvolvido na formação de professores na Universidade Federal de Rio Grande do Sul, também descrito por Umbelina Barreto, na secção editorial. Inês Vespeira de Almeida em “Do autor à autoria” apresenta soluções práticas desenvolvidas em contexto de prática supervisionada em disciplina Tecnologias de ourivesaria do 11º ano. Em “Deslocamentos pelo espaço da escola” Flora Figueiredo (Brasil) aborda a vantagem de o artista cruzar propostas com a escola, com exemplos da primária. O “atelierista”, ou artista residente, desafia os alunos a inventarem deslocações corporais novas com recurso ao stop motion. A experiência da “Escola Viva” é inspirada nas práticas do das escolas italianas da província de Reggio Emilia. Alena Marmo e Barbara Bublitz (Brasil), no artigo “Ensino/aprendizagem da arte na contemporaneidade,” colocam em perspetiva os recursos possibilitados pelos serviços educativos de instituições de arte contemporânea na internet. Em a “Caixa de Pandora,” Sônia Rittmann (Brasil) descreve um objeto de aprendizagem que cruza as fronteiras entre a boite en valise de Duchamp e o livro de artista, sendo um artefacto despoletador de emoções e expressões. Ana Seoane e Rocío Gómez-Juncal, em “Enseñar a enseñar las artes” recuperam as tecnologias analógicas trazendo a fotografia estenopeica como recurso didático na formação de professores. O artigo “Cadernos do Olhar” de Kelly Sabino contribui com um caderno portefólio de registo e de desenhos, de experiências, desafiando a escrita lúdica, e o ensaio de pequenas poesias concretas, junto de alunos do 6º ano. Carla Frazão (Portugal), em “Seres imaginários” consegue colocar ao alcance expressivo de crianças do ensino primário a figuração expressiva de criaturas alegres e monstruosas, carinhosas e expansivas. Uma nota final de gratidão a esta última autora, Carla Frazão (que pude acompanhar na orientação do seu mestrado em educação artística, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa), cujo trabalho com alunos do 5º ano, os seus “bichos,” resultaram não só numa expressiva tese de mestrado, mas também num manancial figurativo que veio a dar, algo inesperadamente, origem ao símbolo adotado para o congresso Matéria-Prima, e ainda às capas deste número e do próximo da Revista Matéria-Prima: uma simpática e curiosa osga, daquelas que, com aparente curiosidade e grande liberdade, circulam pelas paredes, graças a estruturas epidérmicas nano tecnológicas. Fica este lema visual de liberdade, que é o nosso desafio: de fazer, da Matéria-Prima, o apoio do que pode ser, com um exercício constante da criatividade, sempre apoiada em humanidade, conhecimento e debate.