Referências Hernández, Fernando (2000) Cultura Visual, Mudança Educativa e Projeto de Trabalho. Porto Alegre: Ed. ARTMED.
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Hernández, Fernando (2007) Catadores da Cultura Visual. Porto Alegre: Ed. Mediação.
Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 182-189.
Neste percurso, busco refletir a respeito dos sentidos da Educação e da presença do Ensino de Artes Visuais no processo ensino/aprendizagem, compreendendo-a como elemento fundamental e compositivo da formação crítica e também analisar a imagem contemporânea, em meio seus fluxos de passagem e pertencimentos, navegando pelas relações de poder que perpassam tais práticas e modos de ser e viver. Os usos e abusos da imagem em sala de aula apontam para suas múltiplas possibilidades de leitura, bem como o processamento e difusão dos artefatos da cultura em questão. Por fim, os resultados obtidos em sala de aula, demonstram como ler imagens é relevante para a compreensão do mundo e das Artes Visuais, assim, as experiências vivenciadas propõem identificar nas produções artísticas em questão, o caráter significativo das imagens, sobretudo as contemporâneas, no contexto social e educacional, o quanto são polissêmicas e como resignificam o mundo através de sua gramática visual que, embora complexa, é legível e comunicativa no contexto de seu espaçotempo. Os repertórios particulares dos alunos são articulados codificando e tornando possível a visualização de elementos outrora não percebidos, ou até mesmo pode ser evocada outra realidade, diferente da fotografada, pintada, desenhada ou colada. A imagem produzida em sala de aula faz vislumbrar a recriação de um novo mundo, proporcionando novos olhares, a partir de novas visualidades, dependendo de sua nitidez, contraste, cores, iluminação, um recorte carregado de sentidos, em constante diálogo com tudo à nossa volta. A imagem tal qual a leitura não é constante nem fixa, embora em muitos momentos mantenha certa estabilidade de interpretação; é refeita ao longo do tempo e dos espaços pelos quais transita. As imagens no contexto escolar são elementos compositivos da paisagem visual de todos ali presentes, veiculam saberes e demandam leituras. Então, seu uso aponta para formas diversas e múltiplas de ver e ensinar e assim como os textos escriturísticos, também são da autoria de seus leitores e/ou fruidores, sem que se percam seus sentidos na estruturação e articulação social na qual se deram sua criação e leitura. Não há certo ou errado estabelecidos, mas caminhos e repertórios a serem desvendados e percorridos na aventura do olhar. Que possamos ver. E finalmente, enxergar.
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Conclusão