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MATÉRIA-PRIMA 1

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arrisco dizer eficaz — entre as discussões e caminhos que levam à produção de conhecimento, à leitura e produção visuais coerentes, críticas e consistentes.

Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 182-189.

2. Sobre as orientações curriculares para o Ensino da Arte

O Ensino da Arte está presente como componente curricular obrigatório no Brasil há mais de 18 anos, já recebeu diferentes nomenclaturas através dos tempos, como Educação Artística, por exemplo, que revelaram práticas e posturas pedagógicas diversas, e agora, os estudos recentes nos conduzem a novas reflexões sobre nossas práticas, desenhando o modo de ser e de pensar o professor da/na atualidade. Essas reflexões provocam e instigam a repensar as ações pedagógicas que praticamos, de modo que a formação do cidadão assuma um caráter crítico e ativo, consistente e consciente de suas relações, consigo mesmo e com o mundo, apto para ler imagens, ainda que complexas, mas que não se torne refém delas e que não seja capaz de estabelecer diálogos e de construir seu próprio texto visual. Os modos como o professor media e articula esses elementos em sua prática pedagógica, admite hoje novas formas e novos meios de ser e fazer. Dentre os objetos de pesquisa que utilizo durante o trabalho é o Currículo Mínimo (ou Diretrizes Curriculares), elaborado pela Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, em 2011, e quem sabe, por meio desta recente publicação, entender um pouco do pensamento que norteia as proposições atuais do ensinar e aprender arte. O ensino das linguagens de Artes Visuais, de Dança, Música e Teatro, no contexto estadual, nos leva a questionar como acontece o ensino/aprendizagem de tais linguagens, visto que cada uma possui graduação específica e o professor de Arte, normalmente não é formado ou habilitado nas quatro áreas. As Artes Visuais não abarcam todas as linguagens artísticas. O documento afirma que não exige uma postura polivalente do educador, e sim de integração, no entanto, vale ressaltar que nos concursos públicos recentes promovidos pela Secretaria Estadual de Educação, disponibilizando vagas para professores na área de Arte, somos avaliados também em conhecimentos específicos de Teatro, Música e Dança, além das Artes Visuais e seus pormenores. E ainda, frequentemente ouvimos relatos que denunciam professores de outras disciplinas como Língua Portuguesa, Literatura e História, por exemplo, etc. lecionando Arte nas escolas estaduais, a fim de preencherem sua carga horária, comumente de 16h semanais, trazendo à tona a percepção equivocada do Ensino da Arte de que qualquer pessoa “habilidosa” ou com alguma formação artística é capaz de dar conta de diferentes linguagens artísticas livremente. Poderíamos dizer, então que há certa lacuna nesta questão e precisa ser discutida. É realmente inspirador — e fundamental — sensibilizar o aluno quanto à diversidade de linguagens, mediar leituras, produzir com eles, mas o desenvolvimento


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