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MATÉRIA-PRIMA 1

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17 Revista Matéria-Prima,Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 15-21.

de Lisboa, coloca em debate a pertinência da aprendizagem da História da Arte revendo as razões pelas quais o seu ensino deve permanecer no currículo do ensino secundário. Quem deve ensiná-la? Quem a tem ensinado? Colocam-se em linha diversas perspetivas dos mais diversos autores para uma conclusão muito atual. Luciana Gruppelli Loponte, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apresenta um balanço de nove projetos de investigação, entre teses de licenciatura, mestrado, pós doutorado, onde se fazem estudos verticais (sobre a formação pedagógica num só curso, ou sobre casos de educação formal) ou comparativos entre cursos de formação de professores (ex. Rio Grande do Sul versus Ceará). Também se discute a participação de artistas plásticos e teatrais nas práticas letivas, abordando as dinâmicas do professor / artista ou a interação com os serviços educativos. Ana Luiza Ruschel Nunes, da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná, Brasil, apresenta o PIBID, Programa Institucional de Iniciação à Docência e às Artes Visuais (CAPES) que reuniu, em 2012, c. 200 escolas superiores brasileiras em c. 300 projetos de pesquisa junto de escolas da rede pública, desenvolvendo quatro tipos de projeto: trabalhos de pesquisa no terreno, com cerca de 50.000 bolseiros. Realizam-se pesquisas sócio antropológicas do contexto escolar, projetos de planeamento e intervenção pedagógica, prática em sala de aula, e finalmente a disseminação da experiência adquirida e supervisionada. A secção seguinte desta revista, de originais a concurso, foi sequenciada, segundo os três eixos temáticos já apontados, em leitura posterior dos artigos aprovados. No primeiro eixo, Pós modernidade e cidadania, questionam-se as instâncias de formação para a intervenção, a prática em contextos de sustentabilidade, de valorização patrimonial local e identitária, de inserção de contextos particulares como a racialidade, a violência, ou a interação com as estruturas e plataformas informais, ou com os desafios da literacia crítica e da cultura visual. No segundo eixo, Práticas supervisionadas e modelos curriculares, são apresentados tanto questionamentos sobre as estruturas curriculares instituídas como olhares sobre as práticas supervisionadas e formação de professores, e também propostas letivas dos próprios estudantes em formação pedagógica pós graduada. No terceiro eixo, Inovação e recursos educativos, estão congregados os artigos que apresentam perspetivas inovadoras, em alguma medida, de práticas de desenvolvimento curricular. Abrindo a secção de artigos a concurso, e o eixo das comunicações que exploram temas da pós modernidade e cidadania, começa por se apresentar o artigo de Celeste Garrido Meira & Begoña Paz García (Espanha) “Tiempo de enseñar = tiempo de experimentar” onde é exemplificado, com grupos diferenciados,


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