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MATÉRIA-PRIMA 1

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desenho é esperado que o aluno tenha tido acesso a um momento de aprendizagem e reflexão que lhe permita repensar as possibilidades de representação, temas, formas…de modo a desenvolver as propostas de trabalho que se irão seguir com estas ideias em mente, ao mesmo tempo que o professor pode intervir, com as informações obtidas já em mente.

Veríssimo, Laura Maria de Sá Miranda Bártolo (2013) “Uma proposta de abordagem em Educação Visual em contextos de transitoriedade.”

Como professores e educadores progressistas, nós temos primeiro que ter o conhecimento de como as pessoas sabem. (…) Significa, então entender a maneira como elas falam, sua sintaxe, sua semântica. E depois, em segundo lugar, temos que inventar, com as pessoas, meios pelos quais elas possam ir além de seu modo de pensar (Freire & Horton 2003).

Paulo Freire, neste diálogo com Myles Horton, refere-se à sintaxe e à semântica e, se atentarmos nesse fator, apercebemo-nos de que na escola também se cria uma gramática do desenho, pelo que também é necessário reinventar, com as pessoas, formas de elas próprias se reinventarem. Esta proposta, dentro da sua simplicidade, engloba uma série de complexidades que se evidenciam não só no resultado alcançado, mas também e, talvez até sobretudo, no decorrer de todo o processo. 1.2 O desenho sem orientações

Supondo então que se trata de uma primeira aula, depois de cada aluno falar um pouco sobre si e depois de terminados os procedimentos de apresentação e considerações sobre as aulas é então iniciada a proposta de trabalho. A cada aluno são distribuídas duas folhas de papel A5 ou A4, visto serem estes os formatos com que os alunos estão mais familiarizados no seu dia-a-dia. É-lhes solicitado que façam um desenho usando só um lápis de grafite, uma vez que nesta proposta não se pretende perceber prioritariamente de que forma usam os materiais e ferramentas de trabalho; apenas se pretende que o lápis seja possibilitador do registo dos pensamentos e ideias dos alunos. Os alunos começam o desenho e normalmente surgem questões deste tipo: Mas posso desenhar qualquer coisa? Não há um tema? Posso desenhar o que eu quiser? Estas perguntas têm uma resposta afirmativa e os alunos começam o desenho. Este processo, normalmente tem uma duração de 5/10 minutos dependendo do caso e no fim há um diálogo entre alunos e professor acerca dos resultados. 1.3 As restrições

Do diálogo com a turma e depois deste processo de desenho, costuma resultar uma expectativa crescente em relação ao que vão fazer a seguir e, neste momento, as regras que orientam o trabalho que se segue, começam a ser elaboradas,


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