166 Veríssimo, Laura Maria de Sá Miranda Bártolo (2013) “Uma proposta de abordagem em Educação Visual em contextos de transitoriedade.”
um receituário que os professores devem seguir quando desenvolvem este tipo de processos. Entenda-se que se trata de uma proposta de trabalho que possibilita a observação e intervenção dos professores presentes partindo da individualidade de cada docente e dos objetivos específicos que queira realçar como fatores fundamentais a ter em conta no decorrer dos seus processos de trabalho. No meu caso específico, procuro, com este trabalho, perceber como é que os alunos se relacionam com um projeto pessoal e individual, como lidam com as representações estereotipadas como colaboram num conjunto coletivo de decisões e como ultrapassam dificuldades. 1. Contexto da proposta
Esta proposta de trabalho foi concebida com o principal objetivo de promover um bom desenvolvimento das aulas, no sentido em que, possivelmente, minimiza desconfortos, consequências negativas e, sobretudo, ruturas com realidades anteriores e futuras, assegurando assim, na medida do possível, que a intervenção do professor, apesar de fugaz, possa contribuir para uma aprendizagem significativa inscrita nos programas de Educação Visual e, através de um pequeno exercício, proporcionar aos alunos a possibilidade de acrescentar às suas metodologias um fator diferenciador. Assim, sugerem-se três atividades, que funcionam não só como sendo um recurso para o professor, mas também como um processo de autoconhecimento para o aluno. Importa sublinhar que, neste contexto, o fator mais importante é o processo de trabalho do aluno, que é acompanhado individualmente pelo professor. O ponto de partida para desta proposta pressupõe a procura de um lugar de abertura e equilíbrio entre diferentes realidades. Ao chegar a um novo contexto profissional, o professor tem uma postura tão adequada quanto possível a essa nova realidade, da qual agora também faz parte. Na minha opinião, essa postura adequada passa obviamente, como já referi, por tentar ser tão positiva quanto possível para os alunos. Não é na rutura abrupta que se conseguem resultados positivos, na medida em que se coloca inevitavelmente os alunos em contacto com um mundo desconhecido, onde eles não sabem estar e não se chegam a encontrar, num período de tempo tão curto. De certa forma, pode encontrar-se aqui uma ideia de aprendizagem significativa (Ghedin, 2012, p. 243) que traduz de alguma maneira a ideia expressa por Ausubel, que considera que o aluno deve desenvolver as suas aprendizagens num contexto que para si faz sentido e com um professor que procura proporcionar momentos de aprendizagem que permitam ao aluno estabelecer uma relação entre aquilo que já sabe e aquilo que virá possivelmente a saber.