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Conclusão
Ao finalizar esta proposta de ensino/aprendizagem, observamos o enriquecimento que as atividades proporcionaram nas produções e concepções dos alunos a respeito do tema estudado. Percebemos ainda que todo o processo proporcionou uma análise e resgate de valores da cultura rural que tendem a desaparecer com a contemporaneidade, desenvolvendo interpretações críticas e criativas que não se reduziram a estereótipos, ao mesmo tempo em que o olhar crítico e reflexivo dos alunos foi aguçado. Deste modo, enfatizamos a importância de um ensino de arte mais sistemático e significativo por meio da imagem como campo de estudo, ensino e aprendizagem. Tendo em vista que estamos sendo bombardeados por imagens a todo o momento, e que ela ocupa um espaço considerável em nosso cotidiano. É necessário nos conscientizarmos desta presença imagética maciça no dia-a-dia e estabelecermos com as imagens relações visuais significativas, interpretativas, compreensivas, construindo um diálogo mais reflexivo e crítico com o mundo. Portanto, o ensino de arte desempenha um papel preponderante e fundamental no desenvolvimento desta consciência visual, capacitando os alunos a imaginar, criar, compreender, ressignificar, construir e reconstruir e criticar. Desta forma, contribuindo para um ensino de arte de qualidade mais significativo e fortalecido, desmitificando a concepção de mera atividade sem fundamentos que é regido apenas pela emoção. Precisamos “devolver a Arte à arte-educação” (Lanier, 1984). Discutir e descrever a imagem em sala de aula,
Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1): 142-152.
Figura 9. Tela Viva. Modelo Ayslanny Oliveira, 8º ano. Figura 10. José Ferraz de Almeida Júnior. Moça com Livro. S/d. Óleo sobre tela: Color.; 50 × 61 cm. MASP, São Paulo.