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MATÉRIA-PRIMA 1

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140 Souza, Claudia Aparecida de & Silva, Roseli Aparecida (2013) “Curadoria, mediação e seus desdobramentos na formação de professores de arte e na sala de aula.”

conhecimentos prévios, contato com novos materiais ou recursos, diferentes linguagens artísticas, entre outros). Para os professores, ou melhor, visando a formação e a trans(formação) da prática pedagógica dos professores, além das ações acima das quais eles também participam, disponibilizamos para empréstimos: livros sobre arte e educação, catálogos, pranchas com imagens, materiais/ferramentas artísticas, jogos, vídeos, textos de fundamentação teórica e contextualização, textos poéticos, músicas, além dos momentos de estudo, diálogo, trocas, vivências práticas e reflexão sobre a transposição de todas essas experiências para a sala de aula. A esse momento denominamos de “Horário de estudo e reflexão da prática docente”. Como integrantes de uma Supervisão realizamos o acompanhamento e orientação dos professores nas escolas e nessas oportunidades podemos avaliar os desdobramentos que, tanto as exposições quanto as experiências que ela promove, ocorrem nas salas de aula junto aos alunos. São muitos os professores que, tocados pelo que viram, ouviram e vivenciaram, “correm para a escola para mostrar e fazer tudo que aprenderam, descobriram.” Alguns se apropriam literalmente do processo/proposta do artista, da linguagem, do material, do tema e propõem o que poderíamos chamar de “cópias” ou a realização do mesmo que viu/fez. Outros reorganizam os saberes construídos e vividos e propõem novas vivências, práticas, criações, experimentações, leituras e produções, ainda que utilizando alguns dos elementos pertencentes ao universo da exposição. Entre os primeiros e os segundos, o que nos interessa pontuar nesse momento é o movimento, a mudança de atitudes, a reflexão, a ressignificação de conceitos, poéticas, possibilidades e práticas docentes e discentes no que tange ao ensino de arte na educação básica. Há os que “copiam”, pois precisam de referência, os que ressignificam, pois conseguem desdobrar saberes e os que criam/ousam, pois encontraram na arte possibilidade de comunicar, expressar e viver. Ou será que transitamos constantemente entre essas três vertentes? Acreditamos que a base de um currículo deve ser o diálogo entre ensino e aprendizagem, mediante o qual o professor observa a aprendizagem para organizar o ensino. Para tanto, faz-se necessário um professor prático, reflexivo, pesquisador, criador nas propostas didáticas e em mobilidade constante. Do que pode ser a conclusão

Sabemos que há muito a caminhar e, principalmente a tomar consciência, refletir sobre o que fazíamos e o que hoje fazemos (formadores, professores e alunos). Mas constatar e perceber que existem vestígios explícitos ou implícitos do que temos


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