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MATÉRIA-PRIMA 1

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139 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1), pp. 132-141.

para tal), seguido da visitação / fruição dos trabalhos expostos. Esse é o primeiro momento de encanto e encontro dos professores com a arte e o artista exposto, embora para nós formadores, o primeiro encontro e encanto aconteçam durante a escolha, o contato, a elaboração e a construção da exposição e de suas propostas educativas. Apresentar aos professores esse percurso anterior é mais um encantamento e sensibilização que nos dá cada dia mais a certeza de que estamos num caminho possível, consistente e que pode ser ampliado e fomentado a cada ação / proposta/formação. O contato continua e pode ainda acontecer por meio de “vivências” realizadas no próprio espaço escolar com os alunos e professores. Dúvidas, curiosidades, materiais, temas, processos, técnicas são alguns dos assuntos tratados e discutidos a fim de melhor contextualizar a produção exposta e enriquecer a prática pedagógica do professor e a produção artística dos alunos. A esse momento/proposta denominamos de “Artista na escola,” que envolve mais uma série de ações, conceitos e propostas que não cabe detalhar no momento. Já nos espaços de formação semanal com os professores de arte, são realizadas “vivências práticas poéticas” que tem como objetivo garantir o fazer, o experimentar, manusear, explorar e pensar sobre a própria linguagem da arte e as questões que lhe dizem respeito: materiais e suas possibilidades; suportes e seus resultados; formas de apresentação do que é produzido; a criação individual e a coletiva; a atribuição de sentido e significado às produções realizadas; os elementos da linguagem visual utilizados ou visíveis; aconstrução de um percurso criador que revele a poética, a expressividade, a busca por comunicar e apresentar o pessoal/interno de cada um; o “embate” entre a arte acadêmica e a contemporânea; entre a arte produzida na escola e aquela produzida no universo da arte; o contexto e a fundamentação do que se está lendo, produzindo, escrevendo e praticando enquanto produtor e professor; a necessidade e diversidade de propostas de leitura, apreciação e busca de informação nas produções pessoais e nas dos alunos (olhar investigativo e sensível). Dentro do que chamamos de ação educativa, há um movimento e investimento a fim de garantir que os alunos e seus professores possam vir até a exposição, de modo a apreciar, indagar, conhecer e experenciar esteticamente a arte. Agendas, transporte, mediação são itens considerados e dispensados às escolas e ou grupos que desejem realizar o que chamam de “visita monitorada.” Durante essas visitas e para cada exposição, lançamos mão de diferentes intervenções e recursos: acolhida aos grupos, acompanhamento durante a visita, atividades de leitura, aproximação e produção dentro do espaço expositivo, utilizando materiais variados e propostas que instiguem e atendam à diversidade dos grupos recebidos (idade, contexto sócio cultural, tempo de duração,


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