Souza, Claudia Aparecida de & Silva, Roseli Aparecida (2013) “Curadoria, mediação e seus desdobramentos na formação de professores de arte e na sala de aula.”
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construção permanente de uma identidade pessoal. Por isso é tão importante investir a pessoa e dar estatuto ao saber da experiência (Nóvoa, 1995: 25).
Portanto, para nós, assim como dizem Danuza Rangel e Vera Lucia Pletitsch (2012): A formação dos professores é um processo que tem como proposta qualificar as práticas pedagógicas em arte, sendo ponto de partida para refletir sobre o ensino, os processos e produções desenvolvidas em sala de aula. Entendemos a arte como linguagem, área de conhecimento específica e de produção de sentidos e, através da arte educação buscamos formar o sujeito conhecedor da linguagem artística, capaz de compreendê-la e utilizá-la em suas relações histórico culturais através da reflexão permanente sobre a prática docente no contexto escolar, visando a ampliação de repertório em arte e educação, pela articulação de teoria e transposições didático pedagógicas.
A mediação cultural e a formação que propomos quer gerar experiências que afetem a partilha, começando por nós mesmos, obrigando-nos assim, a sair do papel de quem sabe e viver experiências de quem convive com a arte. Sendo assim: Existem experiências singulares afetadas por outras experiências. Nós, que nos incumbimos da tarefa de conduzir processos de formação em vários níveis, talvez precisemos mesmo encontrar pontos de contato da nossa experiência com a do outro. São desses encontros que tudo pode acontecer (Martins, 2012).
Como então, propomos as formações perpassando as exposições, a mediação e as ações educativas? O desejo de, a partir de um tema/foco, possibilitar o desenvolvimento de vários projetos nas aulas de arte, mobiliza toda formação oferecida aos professores, por meio de visitas às exposições, workshops, oficinas ou cursos de curta duração com os artistas, que propiciam a realização, mediação e ampliação do processo de criação pessoal dos professores, tanto artístico como pedagógico. Durante a abertura e o contato inicial dos professores com o artista, outras linguagens artísticas são incluídas com o objetivo de tornar a experiência estética mais abrangente, rica e significativa. Dança, música, poesias, histórias, dramatização fazem parte das atividades propostas e apresentadas durante a abertura da exposição, além de cheiros, bebidas, petiscos e iluminações que compõem o que denominamos de “Encontro com o artista.” Ainda durante esse encontro/abertura, os professores podem entrevistar, conversar, assistir vídeos “caseiros” que acompanham o processo de criação e apresentam o “ateliê” do artista (realizado durante a organização e montagem, por um profissional da Secretaria Municipal de Educação que tem gosto e habilidade