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MATÉRIA-PRIMA 1

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134 Souza, Claudia Aparecida de & Silva, Roseli Aparecida (2013) “Curadoria, mediação e seus desdobramentos na formação de professores de arte e na sala de aula.”

do repertório artístico, permite pensar a vida e ler o mundo, suscita reflexão sobre a prática e efetivação de um currículo vivo, atuante que insere e considera a cultura de alunos e professores. Foi com este olhar e pensar que os formadores dessa equipe conquistaram o espaço físico e de formação que se faz presente não só por meio de cursos, aulas, oficinas, mas por ações educativas, curatoriais, pedagógicas, culturais, fomentando o ensino da arte e promovendo a aproximação entre educadores e produção de arte, nas diversas linguagens, pois embora sendo as exposições representantes das artes visuais, desde a abertura das mesmas, o diálogo com outras linguagens e áreas de conhecimento (dança, música, teatro, poesia, meio ambiente, qualidade de vida, saúde, entre outros) tem se efetivado cada vez com maior propriedade e riqueza, vislumbrando a possibilidade dos professores realizarem conexões da arte com a vida, da produção do artista com a produção do aluno e do educador, da poética e temática das exposições com a poética e o contexto das escolas/espaços educativos onde os atores dessa dinâmica habitam e assim, tornarem-se sensíveis à linguagem da arte e reais protagonistas dos processos de ensino e de aprendizagem. Quando, há cinco anos, nos mudamos para um prédio “novo” (antiga fábrica de meias da cidade tombada pelo patrimônio histórico), que havia sido pensado para abrigar o atendimento administrativo, burocrático e, de certa forma, pedagógico, começamos a destinar a ele, um olhar investigativo e sensível, descobrindo possibilidades de melhor aproveitamento e encaminhamento de suas salas e divisórias. Começava então, nossa ousadia em nos apropriarmos de alguns espaços ainda sem destino definido para falar, apresentar, discutir, apreciar e produzir Arte. Incomodava-nos tantas paredes e cimento, tanta construção sem vida, mesmo tendo tantas pessoas trabalhando dentro dele. O espaço já era por si mesmo uma grande obra a ser apreciada devido a sua história e contexto. Como então, movimentar de forma significativa, produtiva e que promovesse formação, conhecimento, entretenimento, beleza, sensações, emoções, encontros, partilha, sensibilidade um local visto somente como mesas, cadeiras, telefones, computadores, papéis, atendentes? Como a arte que humaniza, toca, modifica, amplia e desvela podia ser inserida neste lugar? Uma das possibilidades foi a realização de exposições de obras de artistas da cidade e da região, numa tentativa de dar visibilidade aos produtores de arte do entorno ao mesmo tempo em que se promovia o acesso e o contato com obras originais, de diferentes modalidades artísticas, com diversas temáticas e poéticas. Mas, como tudo isto iria reverberar na rede, no currículo, nos alunos e nos


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