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MATÉRIA-PRIMA 1

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Do lugar de onde falamos e partimos

Todo ponto de vista é a vista de um ponto — Leonardo Boff A Secretaria Municipal de Educação de Jacareí, no estado de São Paulo, Brasil, atende aproximadamente 11.000 alunos no Ensino Fundamental e 4.000 na Educação Infantil, além da Educação de Jovens e Adultos e creches. Dentre os setores dessa secretaria que atua no administrativo e pedagógico da rede, funciona a Diretoria Técnica Pedagógica dividida em Supervisões que cuidam do currículo e da formação dos professores da rede nos diversos segmentos por ela atendidos. Inserida na Diretoria Técnica Pedagógica, está a Supervisão de Cultura e Artes, uma equipe de formadores que atua em diferentes frentes, junto a vários segmentos (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial e formação dos professores de arte da Rede), abordando questões curriculares, didáticas e pedagógicas do ensino de arte, mas também culturais e de formação de público. Tendo como foco primeiro o acompanhamento e a formação dos professores de arte e dos polivalentes que atuam com arte na sala de aula, a equipe percebeu na proposta de exposições mais uma possibilidade de formação em arte, uma vez que acreditava e acredita que a experiência com a arte (no sentido da experiência apresentada por Jorge Larrosa Bondia, 2001) enriquece e transforma, proporciona o desenvolvimento estético, possibilita mudanças e ampliação

133 Revista Matéria-Prima, Práticas Artísticas no Ensino Básico e Secundário. ISSN 2182-9756. Vol. 1 (1), pp. 132-141.

temos essa abordagem. No entanto, esse texto pretende apresentar e discutir uma proposta de formação que tem como um dos eixos norteadores, uma série de exposições que propiciam o acesso e o contato às obras originais de artistas atuantes e significativos de nossa cidade, Jacareí. Artistas e obras que tratam de questões do entorno e do contexto (longe/perto) dos alunos e professores dessa rede de ensino, ao mesmo tempo em que trazem contribuições significativas para discutir e refletir a arte enquanto linguagem e área de conhecimento diretamente com quem a pensa e produz na contemporaneidade. Ou seja, oportunizam a experiência da arte: estética, afetiva, cognitiva, prática, poética e sensória, num olhar/pensar interdisciplinar. Buscando consolidar essa proposta, apresentamos nossa compreensão de currículo como um “texto aberto a permanente transformação” e que promove desdobramentos significativos e consistentes na sala de aula e na própria formação docente em arte, pois abrange a cultura, o conhecimento, os contextos, as pessoas, a avaliação, mas também a curadoria, o espaço educativo e a mediação.


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