Referências Bhabha, Homi (1998) O local da cultura. Trad. Míryan Ávila/Eliana de Lima Reis/Glaucia Renate Gonçalvez. Belo Horizonte: Editora UFMG. Lagnado, Lisette (1995) Leonilson: são tantas as verdades. São Paulo: Projeto Leonilson, SESI. Luci-Smith, Edward. (1994) Race, Sex, and Gender in contemporary art. Nova Iorque: Harry N. Abrams, 1994.
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ISBN 0-8109-3767-0 Sontag, Susan. (2007) Doença como Metáfora, Aids e suas metáforas. Trad. Rubens Figueiredo/Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras. Veneroso, Maria do Carmo de Freitas (2012) Caligrafias e escritura: diálogo e intertexto no processo escritural nas artes no século XX. Belo Horizonte: C/Arte. ISBN: 978-85-7654-122-6
Revista Gama, Estudos Artísticos. ISSN 2182-8539, e-ISSN 2182-8725. Vol. 1 (1): pp. 66-71.
A doença permitiu a visão da total presença do “eu” na obra. Sujeito e obra compartilham da plenitude da narrativa conceitual. Dessa maneira, a partir da doença — e da diferença — Leonilson constrói signos de identidade coletiva ao expressar questões pessoais. É assim também que Leonilson se situa nesse “entre-lugar” que Homi Bhabha (1998) descreve. A arte de Leonilson nos últimos três anos de vida foi uma forma de comunicação com o mundo, um modo de representar no objeto artístico — seus objetos de pano bordado — a diferença de viver no mundo das ambiguidades. O artista serviu-se da arte de uma maneira nova e seu trabalho questiona o destino do sujeito (Lagnado, 1995). Pelo bordado, usado em linguagem contemporânea, traz para a arte novos signos de identidade.
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Conclusão