50 Oliveira, Daniele Gomes de (2013) “A mão, a voz, o corpo, a cabeça: delicadeza e grito. a palavra: potente: o trabalho intersemiótico de Arnaldo Antunes, e a palavra como força motriz.”
Figura 4. Inversión. Poema de Arnaldo Antunes (2008). In: Artéria X (2011). Tentamos apresentar alguns poemas, diversos entre si, mas com um ponto tangente e comum: o uso criativo e plural das palavras. Tentamos mostrar, no trabalho de Antunes, a palavra como força motriz.
de nosso corpo, seres humanos. O corpo é intersemiótico. E Arnaldo Antunes explora, e transita entre as linguagens, o que faz dele um artista com uma trajetória singular no cenário das artes brasileiras, influenciando vários artistas, de sua geração, e mais jovens. Por outro lado, há muitos parceiros de viagem. 3. A Cabeça
A Figura 3 apresenta um fragmento do vídeo NOME, mais especificamente do poema Nome Não. Nesta música, em que são revelados os mecanismos da construção da linguagem, conceitos semióticos são explorados: o objeto, e o respectivo signo que designa seu objeto. A palavra que designa algo, é um signo, e não a coisa em si. Segue, na letra da música: os nomes dos bichos não são os bichos os bichos são: macaco gato peixe cavalo vaca elefante baleia galinha. Os nomes das cores não são as cores as cores são: preto azul amarelo verde vermelho marrom. Os nomes dos sons não são os sons Os sons são. Só os bichos são bichos Só as cores são cores Só os sons são Som são, Som são Nome não, Nome não Nome não, Nome não. (...)