15 Revista Gama, Estudos Artísticos. ISSN 2182-8539, e-ISSN 2182-8725. Vol. 1 (1): pp. 14-17.
Terra e da Luz na Fotografia de Haruo Ohara” a obra inesperada de um agricultor japonês radicado em Londrina, Paraná, Brasil, e que aí se dedicou à fotografia a partir de 1938. No texto “Disfraces contemporáneos a través de la obra de Ángeles Agrela,” María Betrán apresenta a obra de Ángeles Agrela (Espanha), que fotografa a mulher no contexto pós feminista, explorando a irónica via da máscara ou da camuflagem: a mulher parece tornar-se invisível, confundindo-se enfim com os adereços do seu lar. Luciana Martha Silveira, no artigo “A Cor em Movimento na obra ‘Parabolic People’ de Sandra Kogut” dá-nos a conhecer o projeto de 1990 de Sandra Kogut (Brasil), onde as suas “videocabines” dispostas em cidades como Nova Iorque, Paris, Tóquio, Dacar, Moscovo ou Rio de Janeiro gravaram depoimentos variados e anteciparam a world wide web. Em “O trabalho intersemiótico de Arnaldo Antunes (Brasil), e a palavra como força motriz,” Daniele Oliveira traz-nos as obras caligráficas de Arnaldo Antunes, explorando as relações entre o plano de expressão e o plano de conteúdo, e possibilidades e condições criativas dos espaços da linguagem e da arbitrariedade. Almerinda da Silva Lopes, no texto em “A arte cinética de Maurício Salgueiro: entre a ironia e a denúncia do corpo torturado” apresenta a obra cinética e interventiva de Maurício Salgueiro, contextualizada nos anos de repressão e censura da época da ditadura militar no Brasil. No artigo “El Nanoarte: la estética y técnica de una obra visual en lo invisible,” Javier Domínguez Muñino (Espanha) apresenta a obra nanoestética de Victor Puntes: as suas configurações são compostas, e existem, à escala molecular, e só são visíveis por meios de ampliação ultra sofisticados. Renata Perim Lopes, em o “O olhar à margem” reflete sobre as influências literárias e artísticas de José Leonilson (Brasil), que concretizou em objetos a sua inquietação homoerótica interior somada ao sofrimento e fatalidade da AIDS/SIDA. No artigo “As Figuras Híbridas nas Caricaturas de Joaquim Margarida,” Fabiana Didone apresenta as caricaturas pré modernistas e surrealizantes de Margarida, publicadas nos anos 80 do séc. XIX, no Brasil. Marta Marco, no artigo “La cita como recurso en la obra de Ramón Gaya” mostra a obra de Gaya (Espanha, 1910-2005), caracterizada pelo rigor e pela referencialidade constante e consistente a obras dos pintores que admirou, com exigência e rigor informado. O texto “El amigo americano. La noción de afecto en la obra de Aitor Lajarín,” de Usoa Fullaondo, introduz-nos no atelier de Aitor Lajarín (Espanha) para nos revelar um olhar abraçador de essência lúdica.