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:ESTÚDIO 3

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71 Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 68-72.

Figura 1 Hugo Adami (1927), Paisagem Toscana. Óleo sobre tela, 57x60cm. Coleção Particular, São Paulo.

caracterizava por uma busca generalizada de interação da arte com a imediata realidade física, humana e social do país (Zanini, 1983: 568). O próprio Mário de Andrade criticaria o individualismo elitista da primeira fase modernista, reivindicando uma arte que se comprometesse mais com o ritmo social e com a realidade brasileira (Amaral, 1987: 91). Essa nova situação coincide com a emergência de artistas vindos de estratos sociais de menor renda, como os artistas do grupo Santa Helena e a Família Artística Paulista; que não tiveram a mesma formação dos primeiros artistas modernistas (Lourenço, 1995: 17). Esse fato evidencia a importância de artistas com forte embasamento teórico e prático como Paulo Rossi Osir, Vittorio Gobbis e Hugo Adami para auxiliar o preparo daqueles novos artistas que surgiam na década de 30. Adami filiouse às várias organizações de artistas que apareciam na época, como a SPAM (Sociedade Pró Arte Moderna), onde participou de exposições e eventos; e ao CAM (Clube de Arte Moderna), com a peça de teatro “O bailado do deus morto.” Tais associações foram importantes para a consolidação de um espaço para a arte moderna em São Paulo, culminando com o aparecimento de salões de arte moderna, dos quais Adami participou como juri. Contudo, o artista preocupava-se com pintores cuja linguagem era muito


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