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Azevedo, Fernando (1972) Ilda Reis: exposição individual. Lisboa: Galeria de S. Francisco.
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Azevedo, Fernando (1988) Ilda Reis: exposição individual na Casa de Bocage. Setúbal: Galeria Municipal de Artes Visuais. Azevedo, Fernando, (1973) Ilda Reis: exposição individual. Lisboa: Galeria Espaço 1973. Bernardes, Lilia (2008) “A minha mãe era uma mulher doce e determinada”[Consult. 2008‑03‑08] Diário de Noticias,08.03.2008. Disponível em http://www.dn.pt/inicio/ interior.aspx?content_id=1003856 Hayter, S.W (1949) New Ways of Gravure, Pantheon. Jorge, Alice & Maria Gabriel (1986) Técnicas da Gravura Artística, Livros Horizonte. Matos, Ana (2008 a) folha de sala da exposição retrospectiva na Biblioteca Nacional de Portugal, 2008, Lisboa. Tavares, Cristina (1989) exposição individual na Galeria Tamaris. Montreal: Canada.
Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 43-49.
Referências
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matriz, já que em vez de usar vários rolos, usava apenas um rolo (duro) e aplica duas ou três cores em modo talha doce, o que podemos observar nas seguintes gravuras: Tempo de Vida I com cor castanho-escuro e preto (talha doce) e vermelho (rolo duro); Tempo de Vida IV; edição: GRAVURA), com cor vermelho, castanho e preto (talha doce) e amarelo-torrado (rolo duro) (Figura 6); Tempo de vida II (Figura 5) com cores castanho-escuro (talha doce) e vermelho (rolo duro) para “tapar o olho da zona central” (fonte: fichas técnicas de artista). A prova final. É difícil falar sobre a obra gravada de Ilda Reis com base em poucos exemplares, sobretudo sabendo da significativa produção dessa artista, que prova sem dúvida o enorme talento da gravadora que se destacou “profundamente na gravura portuguesa contemporânea” (Matos, 2008). A escolha das peças apresentadas foi imposta pelo objectivo de exibição das suas “matérias orgânicas” para facilitar ao leitor “uma melhor leitura do universo de Ilda Reis, cuja enorme consistência e qualidade artísticas poderão ser reconhecidas” (Matos, 2008). Tendo em conta que "do ponto de vista artístico [Ilda Reis] poderia ter recebido em vida o reconhecimento que lhe era, de facto, devido” (Matos, 2008), espero que tenha despertado o interesse de todos os leitores para produção gráfica de Ilda Reis e este ramo da arte que, tal como a artista, merece sem dúvida uma maior atenção.