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:ESTÚDIO 3

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Cattani, Icleia Borsa. “As representações do Lugar na Pintura Moderna Brasileira: As Obras de Tarcila Amaral e Ismael Nery.” Gávea: Revista de História da Arte e Arquitetura: Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de História. Vol .11, n. 11, Abril de 1994. CDD-709.81

Contactar o autor: vgil.vgil@gmail.com

Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 368-373.

Referências

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O autor igualmente se destaca como artista múltiplo, que conservou sua identidade e, do figurativo ao abstrato manteve-se em constante busca pela representação dos seus anseios. Durante seus 34 anos de vida, (o artista faleceu em 1934 devido a complicações geradas pela tuberculose), Ismael Nery participou somente de três exposições individuais e quatro outras coletivas. Seu trabalho foi reconhecido apenas por uns poucos intelectuais e artistas progressistas do Rio de Janeiro e de São Paulo, como Manuel Bandeira, Murilo Mendes, Mario de Andrade, Antônio Bento entre outros. A partir de VIII Bienal Internacional de São Paulo, em 1965, que confirmava o fim do tema nacional, sua obra foi revitalizada, lembrada e homenageada por diversas exposições, além de constar em dezenas de importantes referências bibliográficas. Atualmente, o contingente da produção de Ismael Nery segue colocando diversas questões tanto à crítica como à recente história da arte brasileira, pontos inesgotáveis sobre as investigações formais realizadas entre o desenho e a pintura, a temática do corpo e a obra auto-referente. Dessa forma, sua produção sugere afinidades com parte da recente produção artística do país, como por exemplo, os trabalhos realizados pelas artistas Karin Lambrecht e Vera Chaves Barcelos – que muitas vezes têm o seu corpo como parâmetro para realização de suas obras – resultando que partilhem do mesmo espaço, como aconteceu na exposição Panorama da Arte Brasileira, MAC, São Paulo, 1997 e na mostra O corpo na arte contemporânea brasileira, Itaú Cultural, São Paulo, 2005 . Todavia, outros eventos merecem atenção, mas prevalece o fato que Ismael Nery teve uma produção ímpar, que não foi ‘desvendada’ a seu tempo, mas que representa uma possibilidade de diálogo entre a arte moderna e a arte contemporânea. Principalmente quando ambas, entre outras particularidades, partem do sujeito artista que se revela em sua obra, matéria de destaque e parte de nossa pesquisa atual, a qual vem suscitando diversos desdobramentos sobre o tema.


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