Nesta contemporaneidade faz-se a aplicação da lógica nebulosa na interpretação do objeto artificial contemporâneo, pois imitar a habilidade humana de tomar decisões adequadas a um ambiente de incerteza e de imprecisão e observar o comportamento do ser humano no cotidiano como instrumento de transformação do design. Ivo Pons tem o compromisso de continuar refletindo e projetando formas e soluções para agregar qualidade de vida aos usuários que vivem, trabalham e sonham em um mundo mutável, onde o que predomina é a variedade, a dispersão, a adaptação, a experimentação e a flexibilidade. Nos objetos de Ivo Pons é perceptível a fusão de tipologias, tecnologias. Os objetos seguem em direção ao mercado emocional, apresentam formas lúdicas e se aproximam da fronteira entre a arte e o design. São objetos mutantes que satisfazem o consumidor e suas necessidades subjetivas, motivadas por mudanças de humor e de comportamento, mas ao resultado adicionam-se as questões ecológicas, sociais, comerciais, estéticos e de inovação. O design de Pons propõe a composição de procedimentos analógicos e de similariedade de formas, de idéias e de materiais para a projetação, constroi metáforas e poéticas visuais que proporciona ao usuário várias reflexões e interpretações com potencialidades de significação para cada intérprete. Referências Bonsiepe, Gui (199(). Del objeto a la interface. Mutaciones del diseño. Buenos Aires: Ediciones Infinito. Kosko, Bart (1995). Pensamento Borroso. La nueva ciencia de la logica borrosa. Trad. Juan Pedro Campos. Barcelona: Grijalbo Mondadori. Marcondes, Neide (2002). (Des)Velar a arte. São Paulo: Arte&Ciência Martins, Nara Silvia M. (2004). Design fuzzy em mundos possíveis e de incerteza. In: 6o Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design, São Paulo. P&D Design 2004. São Paulo, 2004. v. 1. p. 50-60 Martins, Nara Silvia M. (2006). The conscience of sustainability in Brazilian contemporary
design. The sustainable design is realized in the São Paulo city at Florescer an Aldeia do Futuro. In: 2006 Design Research Society Internacional Conference. Anais. Lisboa Design Internacional Congress. pp. 01-04 novembro, Lisboa. Morin, Edgar (1992). O método, O conhecimento do conhecimento. Publicações Europa-América. Papanek, Victor (2002). Arquitectura e design: ecologia e ética. Lisboa: Edições 70. Pons, Ivo. E. R & Lotti, Giuseppe (2005). Design Possible. In: Design+INFINITO. Lê vie del progeto critico Firenze/ Allá memória di Egidio Mucci. 6-7 outubro, Firenze. Contactar o autor: nsmartins@terra.com.br
Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 363-367.
Conclusão
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do pensamento fuzzy nos projetos de design é a procura da não função específica, da forma não precisa e das possíveis mutações e liberdades de composição (Martins 2004). Diante da esquizofrenia da sociedade contemporânea a transfiguração e a transmutação da arte e do design é perceptível e necessária, pois promove a liberdade na maneira de sentir, de pensar e de agir.