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:ESTÚDIO 3

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participar do projeto Galerias Subterrâneas, cujo objetivo era fazer com que os artistas e coletivos interviessem nas travessas subterrâneas de pedestres em seis terminais de ônibus de Curitiba. Foi nesse ano que surgiu então a ideia de Descartografia, intervenção que aconteceu no Terminal de Ônibus Pinheirinho. A proposta consistiu na confecção de dois grandes mapas dos bairros e municípios que o terminal de ônibus escolhido por E/Ou atendia, que por sua vez foram colados como lambe-lambes nas paredes das galerias subterrâneas de modo que pudessem sofrer intervenções dos transeuntes. O objetivo do trabalho era ser uma cartografia aberta à participação do público, sendo agregadora de memórias, de desejos e de outras referências individuais e coletivas da população. Um espaço onde as pessoas poderiam colocar seus trajetos diários, os espaços que estavam desaparecendo ou que já haviam desaparecido nas comunidades, acrescentar novos lugares que gostariam que existissem, ou então simplesmente colocar-se no mapa, mostrando-se pertencentes à comunidade. 2. Não-lugares: territórios não vivenciados

Na contemporaneidade não existem mais verdades absolutas, convivemos com a impossibilidade de permanência em lugares específicos, com a impossibilidade de defender uma ideologia ou uma teoria como verdade e com a ausência de crenças. Lidamos constantemente com lugares públicos que não permitem nossa permanência, servindo unicamente de passagem, como os

Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 324-328.

Figura 1 Mapa produzido nas galerias subterrâneas do Terminal Pinheirinho, região sul de Curitiba. Coletivo E/Ou.


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