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Figura 6 Sphères (2010) de Adrienne Aubert. Intervenção na La Madeleine, Paris. Fonte: Própria.
A efemeridade, construção e destruição fazem parte desta ditadura do espetáculo (Figura 5). Espaços e suas (dis)sonâncias. Os espaços artísticos e multifuncionais continuam em minhas preocupações e reflexões. Em vários momentos e publicações já tornei-as públicas (Marcondes, 2007; 2010). A obra que nasce da concepção, elaboração e laboração do artista, só habita o mundo em espaço/evento, o que excede da atividade e preocupação do artista. As instituições públicas e privadas reservam o poder, poder econômico, político e social, no tocante à escolha de curadores e artistas. Para acontecer a arte em evento, muitos caminhos poderiam se abrir em espaços / tempo, mais sedutores como os chamados espaços esfuziantes de multiuso, com bens de consumo de natureza sócio-cultural. Vivemos em época de mundialização econômico- financeira, de globalização de tecnologias e planetarização das questões ambientais (Martins, 2006). As mudanças ocorrem com muito mais rapidez. Vivenciamos situações significativas em relação aos espaços múltiplos, que encurtam a distância entre o artista, o produtor de arte, e o espectador. Ressaltamos novamente os espaços hipertransitórios, onde artistas mostram suas obras, o que propicia trocas e diálogos locais e internacionais. Os produtos de arte, não isolados e não separados em paredes, como nas galerias tradicionais, conotam situações de envolvimento e expectativa para os objetos, despertam a curiosidade e, mesmo, interesse para o mundo sensual e fractal desta época hipermoderna, propiciando o desembrulhar da arte (Figura 6). Mas a presença ditatorial dos curadores − deveriam dar a conhecer ao público diferentes estilos,
Revista :Estúdio. ISSN: 1647-6158. Vol.2 (3): 27-32.
Figura 5 Tramazul (2010-2011) de Regina Silveira. MASP, São Paulo. Fonte: própria.