Barbara Denis-Morel (2010) “Une idée de Nature? L´écosystème exposé,” in Écosystèmes, Biodiversité et art contemporain, Aix-en-Provence. Hesíodo (2005) Teogonia - O Trabalho e Dias. Trad. José Ribeiro Ferreira e Ana Elias
Pinheiro. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda. Kosuth, Joseph (1991) Art After Philosophy and After, Collected Writings, 1966-1990. Ed. by G. Guercio. MIT Press. ISBN 978-0-26211157-7. Contactar o autor: luis.jg@fba.ul.pt
Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 316-317.
Referências
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É sobre este tema o artigo de Àngels Viladomiu, onde se reflecte sobre trabalho de dois artistas naturalistas e activistas que tratam das mudanças climáticas. Mark Dion e Hermann Josef Hack evidenciam as alterações climaticas. Hack, na intervenção “World Climate Refugee Camp,” em Berlim, 2009, procurou despertar as consciências para o mesmo problema, ou seja, a Ordem que se está a transformar em Caos, por via das mudanças climáticas. O trabalho de Joana Amarante reflecte sobre a Ordem dum território através do projecto Descartografia, onde o objectivo é “a confecção de dois grandes mapas dos bairros e municípios que o terminal de ônibus escolhido por ‘E/Ou’ atendia.” Trata-se de uma intervenção artística sobre as pessoas onde os não-lugares se transformam em “lugares afetivos, com significância para todos.” Essa afectividade à terra, aos territórios, aos espaços, está patente nos textos de Carla Buffo de Cápua onde, através da obra de Humberto Espínola, procurou entender a construção de uma identidade cultural, neste caso em Mato Grosso do Sul, onde se “aborda o universo indígena e revela aspectos do processo de hibridismo cultural.” É uma obra que cria laços identitários entre diferentes culturas, ou seja, cria uma Ordem afectiva. Patricia Hernández Rondán escreve sobre Sila Chanto, para quem a intervenção artística “nos ofrece su visíon crítica de los estereótipos instalados en vida cotidiana,” o que leva o artista à experiência das mais profundas angústias, ou seja, à reflexão sobre a Ordem. Jorge Cabrera Gómez transporta-nos para o universo de Armando Reverón, artista venezuelano que criou uma atmosfera sensual e misteriosa, onde há um particular predomínio da paisagem pintada ao ar livre, e do sexo, de que as bonecas de pano, com as suas intimidades, são uma parte dessa obra. Trata-se de um artista da Ordem. Finalmente, Rosana Gonçalves da Silva e André Arraes transportam-nos para o mundo da música, através de Carrapa do Cavaquinho, e de como esta faz parte do processo social (Silva & Arraes, 2011), ou seja, mais uma vez do estabelecimento da Ordem, para evitar o Caos. Neste conjunto de artigos Gea, a Ordem, é mantida, ou procura-se manter. A arte pode, por um lado, chamar a atenção para o perigo de a Gea se transformar no Caos, mas também dos processos de construção de Gea, da Ordem social, e de representação e crítica à Ordem social.