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:ESTÚDIO 3

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295 Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 292-297.

Figura 2 Montez Magno: Microplanos: Acrílica s/ papel-cartão 2007. 23,5x35cmx2mm. Foto: Fonte Própria, 2011. Figura 3 Montez Magno: Microplanos: Acrílica s/contraplacado, 2007; 44x42cm x1cm. Foto: Fonte Própria, 2011.

(nota 9); O intercâmbio entre o que se oferece ao olhar, toda a ação para oferecer aos olhos (em todos os campos) e o olhar glacial do público ( que percebe e esquece imediatamente). Esta troca tem o valor de uma separação inframince (querendo dizer, quanto mais admirada e olhada é uma coisa , menor a possibilidade de existência de separação inframince (nota 10) (Duchamp, 1998: 21-27). A amplitude do fenômeno, seja sinestésico ou pertencente ao domínio da especulação da materialidade, adentra os domínios da ciência e da poesia, da percepção e da representação. Glória Moure afirma que “o inframince é imenso em sua ínfima infinitude, transborda todas as realidades, acolhe a energia da poesia, conjura e assiste o aleatório, reúne e separa todas as dualidades” (Duchamp, 1998: 11 ) A dualidade nas operações inframince se funde e, ao mesmo tempo se afasta, por meio de um frágil intervalo de transição, quase sempre imperceptível, senão por sensibilidades mais delicadas. Ao dizer que ‘os odores são mais infra leves que as cores,’ Duchamp cria uma escala de sutilezas entre os inframinces. Mas, ao se aproximar da materialidade, atingem maior sutileza através da transparência: “Os inframinces são diáfanos e algumas vezes transparentes” (Duchamp, 1998: 35-37).


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