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Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 278-279.
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Tedesco, aqui mote e motor do conceito de lugar (texto de Lurdi Blauth); e está de igual modo presente na raiz do estudo de Ana Carolina Martins que incide sobre “A Corte do Norte,” obra de Agustina Bessa-Luís, e subsequentemente de João Botelho, reconhecendo as duas obras como manifestações de uma essência comum, que aliás as antecede. A supracitada re-orientação da fruição estética constitui-se ainda como promessa de conhecimento, e nesta promessa uma vez mais se constata a reciprocidade do investimento: prontamente no artigo de Ana Elisabete de Gouveia que aborda os inframinces presentes nos Microplanos de Montez Magno (aqui a reciprocidade revela-se em termos de escala), ou no artigo de Joana Batel que, ao analisar a obra coreográfica de João Fiadeiro, nela compreende o imperativo do universo metafórico como regulador da nossa própria condição humana; e finalmente no artigo de Jordi Morell i Rovira que, por via da obra fotográfica de Xavier Ribas, resgata o invisível da sua condição de não observado, propondo por sua via a consciência histórica da experiência pessoal, violenta na medida da nossa própria violência. É, em última instância por esta via, a da constituição efectiva de conhecimento e da sua comunicabilidade, que a promessa original de reciprocidade ela mesma se emancipará para além da sua condição e contexto, constituindo-se agora numa rede universal, sem centro nem fetichização, sem a possibilidade de um fim porque infinitamente potenciador de reconhecimento, projecção, derivação, subscrição, continuidade e ruptura.