Pohlmann, Angela Raffin (2011) “Paulo Damé: o imperceptível em dispositivos artísticos” Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 270-276.
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Paulo Damé: o imperceptível em dispositivos artísticos Angela Raffin Pohlmann Brasil, artista plástica. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com estágio de doutorado na Universidade de Barcelona, Espanha. Mestre em Poéticas Visuais (UFRGS) e graduada em Bacharelado em Artes Plásticas (UFRGS). Professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Artigo completo submetido em 31 de Janeiro e aprovado a 14 de Fevereiro de 2011.
Resumo Este artigo traz a ideia de ‘imperceptível’ para comentar os trabalhos “Artefato” e “Pedra 42” do artista plástico brasileiro Paulo Damé. O artigo analisa o modo como estes dispositivos propõem um novo jogo representacional no acesso à obra de arte, em situações cujo processo criativo agencia novas maneiras de ocupar criativamente os espaços intersticiais nas experiências entre a arte contemporânea e a vida.
Title The unnoticeable on Paulo Damé’s art work Abstract This paper introduces the idea of 'imperceptible' for commenting on the works "Artefato" and "Pedra 42" of the Brazilian fine artist Paulo Damé. The paper analyses how these devices offer a new representational game in the access to the work of art, in situations that creative process manages new ways to creatively fill the interstitial spaces in the experiences between contemporary art and life.
Palavras-chave: arte contemporânea; dispositivos; jogo representacional; imperceptível.
Keywords: contemporary art; devices; representational game; imperceptible.
Introdução
Determinadas experiências artísticas podem proporcionar um jogo diferenciado através de proposições que nos fazem interagir na fronteira entre o que compõe nossas ações cotidianas e o que pode ser considerado uma experiência estética. Alguns limites se diluem nestas relações que se estabelecem entre os sujeitos e suas práticas contextualizadas. Neste sentido, as palavras de José Luiz Kinceler (2006: 82) podem nos auxiliar a reconhecer que “a atuação do artista