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:ESTÚDIO 3

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Deste modo, pode considerar-se que a obra de Fernanda Fragateiro ao facilitar a entrada o espectador no edifício, e deste modo tornar o espaço habitável, ao acrescentar uma componente estética à linguagem científica, ao valorizar o lugar periférico onde o edifício, centro de investigação, está radicado, por todos estes motivos, comporta, na realidade, uma posição política. Referências Borriaud, Nicolas (2002, for the English translation), Relational Aesthetics, Les Presses du Réel 1998. Bruno, Giuliana (2007) Public Intimacy – Architecture and The Visual Arts, The MIT Press, Cambridge, Massachusetts, London, England. Bruno; Giuliana (2002), Atlas of Emotion, – Journeys in Art, Architecture and Film, Verso, New York. Jubelin, Narelle (2006) Paisaje ungramatical [Ungrammatical Landscape], Centro José Guerrero, Granada: 049-051. Rancière, Jacques (2000) Le Partage du Sensible – Esthétique et Politique, la Fabrique-Éditions.

Contactar o autor: sarantonia@gmail.com

Revista :Estúdio. ISSN 1647-6158. Vol.2 (3): 258-263.

Conclusão

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sui uma ligação efectiva e palpável com a vida social, na medida em que participa na organização da experiência, do comum e do singular, dos espaços e do tempo, do visível e do invisível, do silêncio e do ruído (Rancière, 2000). Como ser da locução e da literacia, como singularidade pensante, o ser humano, e em particular o artista, coloca dúvidas sobre o mundo, introduz problemas e fracturas ideológicas, condicionando as reacções das pessoas, fazendo-as aderir ou recusar situações, definindo modos de reconhecimento, de discurso, de acção e do sentir, percepções e habilidades dos corpos (Rancière, 2000).


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